“Como Gi-hun, fui criado por uma mãe solteira em um ambiente com problemas financeiros; e como Sang-woo, fui para a Universidade Nacional de Seul e minha vizinhança tinha grandes expectativas sobre mim”, conta o diretor de
Reprodução/Netflix
“Como Gi-hun, fui criado por uma mãe solteira em um ambiente com problemas financeiros; e como Sang-woo, fui para a Universidade Nacional de Seul e minha vizinhança tinha grandes expectativas sobre mim”, conta o diretor de "Round 6".


Quem vê o  sucesso de “Round 6” nem imagina a demanda que ela rendeu sobre o criador da série, Hwang Dong-hyuk. Ele produziu, escreveu e dirigiu todos os episódios sozinhos, tarefa tão estressante que o fez perder seis dentes no processo. Mesmo diante disso, o entusiasmo dos fãs da série o fazem considerar sobre uma segunda temporada.

“Foi realmente uma tarefa dura. Quando penso em fazer o mesmo para a segunda temporada, pessoalmente fico meio preocupado. Não há nada confirmado no momento, mas tantas pessoas estão entusiasmadas que estou realmente pensando em fazer isso”, contou o diretor à CNN.


Os dados da Netflix apontam que “Round 6” está próxima de ser a série mais popular da história do streaming. Assistida em 90 países, a série reúne 456 pessoas para jogarem jogos infantis de forma mortal. O vencedor leva uma quantia bilionária para casa.

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A ideia para fazer o jogo foi pensada a partir da própria infância do diretor e de tantas pessoas de gerações que vivem na Coreia do Sul. “Todos nós, em algum momento, jogamos aqueles jogos simples e infantis. Tendo crescido e se tornado um adulto, a pergunta ‘como seria voltar e jogar aqueles jogos de infância de novo?’ foi o início da criação de toda a série”, conta.

A tradução original da série é “Jogo da Lula”, um dos jogos infantis mais populares (e mais brutais, segundo o diretor) de seu país. “Era muito exigente fisicamente e, por isso, cada vez que jogávamos, alguém se machucava, tinha a roupa rasgada ou chorava. Seria sempre o último jogo do dia”.

Hwang conta que a série faz uma ilustração sobre a competitividade que existe na sociedade atual e afirma que “Round 6” é uma história sobre perdedores. Ele busca abordar pessoas que lutam para passar o dia a dia, enquanto outras pessoas estão “vencendo” e “subindo de nível”.

Os personagens principais, Seong Gi-hun e Cho Sang-woo, têm traços pessoais da vida do diretor. Cada um tem o nome de velhos amigos de infância, considerados por Hwang como “clones internos”. Ele explica que eles representam seus dois lados.

“Como Gi-hun, fui criado por uma mãe solteira em um ambiente com problemas financeiros em Ssangmun-dong. Ao mesmo tempo, como Sang-woo, fui para a Universidade Nacional de Seul e toda a minha vizinhança me elogiou e tinha grandes expectativas em relação a mim”, conta.

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