O namorado da apresentadora ainda fala ao iG sobre o sonho de trabalhar com Jayme Monjardim e o desejo de regravar sucessos que compôs e que estouraram nas vozes de grandes nomes como Zezé Di Camargo e Luciano, Leonardo, entre outros

Bonito, bom cantor e com presença de palco. Junno Andrade já tinha todos os ingredientes para atrair um animado público, em especial o feminino, a seus shows. Mas o fã-clube se multiplicou recentemente, depois que o também ator fez uma participação na novela “ Salve Jorge ” como Santiago e conquistou o coração de Xuxa Meneghel após um reencontro com a apresentadora.

O galã, que fez sucesso nos anos 1980 e 1990 e até foi príncipe no baile de debutante de outra loira , Angélica , não se deslumbrou com a retomada meteórica da fama. E foi com um artista simpático e acessível que iG Gente encontrou após uma apresentação no bar Piove, em São Paulo, onde cantou com sua banda Filhos de Ninguém sucessos de Barão Vermelho, Lobão e Beatles.Depois de deixar o camarim simples que dividia com seus companheiros na madrugada da última sexta-feira (15), Junno preferiu conversar com mais tranquilidade do lado de fora da casa de shows. Saiu pela porta da frente carregando uma mochila e cumprimentou os fãs pelo caminho. Não deixou de responder as perguntas sobre Xuxa, mas foi cuidadoso ao escolher as palavras para falar sobre o novo amor. “Queremos curtir a vida juntos. Agora, se vai ser casado, noivo, namorando, é o tempo que vai dizer”, falou sobre o futuro.

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Prestes a completar 50 anos e pai de dois filhos, Vinícius , de 24 anos, de sua união com a apresentadora Cléo Brandão , e Luana , de 9 anos, do relacionamento com a modelo Giuliana Masiviero , Junno fala ainda sobre a peça de teatro que estreia em abril e a vontade de voltar ao estúdio para gravar seu terceiro álbum, desta vez com regravações de músicas suas que fizeram sucesso nas vozes de Zezé Di Camargo e Luciano , Leonardo , entre outros. Ele confessa que o novo amor tem trazido inspiração: “é um bom momento”. Confira o bate-papo:

A gente realmente não faz planos. Não temos esse tipo de conversa. A gente se gosta, a gente vive bem”

iG: Por que seu personagem ficou pouco tempo em “Salve Jorge”, já que fazia parte de um  núcleo importante (da máfia do tráfico de pessoas) e que deu certo?
Junno Andrade: A morte do Santiago acabou desencadeando um momento importante na trama porque foi a partir da morte dele que a Helô (personagem de Giovanna Antonelli) começou a perceber que a Wanda (Totia Meirelles) estava envolvida de alguma forma. Ele tinha mesmo que morrer. Na verdade, o Santiago foi até longe demais, ele teve uma sobrevida. É lógico que a gente sempre quer mais, mas foi importante ele ter morrido. Por ser o meu primeiro trabalho na Rede Globo, está bom.

iG: O personagem te trouxe reconhecimento nas ruas?
Junno Andrade: Pelo tempo que fiquei na novela, o resultado é grande. Dia desses fui à Polícia Federal renovar o meu passaporte e os agentes ficaram me sacaneando: “e aí Santiago, tá querendo um passaporte, né?”. Foi muito bacana.

iG: Está acompanhando a novela desde que deixou a trama?
Junno Andrade: Tenho tido pouquíssimo tempo. Vou acompanhando através das notícias. Estou ensaiando uma peça de teatro e o horário dos ensaios é das 19h as 23h aqui em São Paulo.

A Xuxa é um fenômeno e é lógico que a repercussão não poderia ser menor”

iG: Você pode contar mais sobre a peça?
Junno Andrade: Vamos estrear em 26 de abril, no Festival de Teatro de Curitiba. Depois vamos para o Rio. A peça se chama “À Noite Todo Gato é Pardo”, de Carlos Antônio Soares , com direção de Ricardo Rizzo e tem no elenco Delisiée Marinho , Viviane Salles , Alessandra Venansi , Guilherme Chelucci e Cacá Toledo . É uma comédia no estilo vaudeville, que se passa num rico haras e aborda o universo do oportunismo, relacionamentos de fachada, sexo e trapaças financeiras. Meu personagem se chama Geraldo, é fazendeiro e casado. Ainda estamos em processo de descoberta sobre os personagens, cada dia algo novo surge.

iG: Antes do personagem Santiago, você teve mais destaque como cantor. Quando começou a carreira de ator?
Junno Andrade:  Sempre me interessei por grupos de estudo, fiz (Escola Superior de Artes) Célia Helena, (Studio) Fátima Toledo, Fernando Leal e fiz também o curso do Marcio Mehiel (preparador de atores), de quem gosto muito. No começo do ano passado, eu e outros atores montamos o grupo Centopéia. Na verdade, o primeiro convite que recebi pra atuar na tv foi na novela “Kananga do Japão”, (1989), extinta Rede Manchete. Na época, o Jayme Monjardim me convidou, mas eu amarelei. Depois o próprio Jayme, 20 anos passados, pediu meu material novamente, daí que as fichas caíram mesmo, e pensei: ‘Se o Jayme Monjardim está vendo algo em mim, quem sou eu para duvidar’ (risos). Ainda não tive o privilégio de trabalhar com ele, mas é meu grande sonho a ser realizado. Antes da TV Globo, fiz uma novela no SBT, “Corações Feridos” (2012), e atuei no teatro em “Ninguém é de Ninguém”, uma adaptação do romance espírita de Zíbia Gaspareto, e no musical “O Grande Reciclador”.

O primeiro convite que recebi para atuar na TV foi ainda nos anos 1980, na novela “Kananga do Japão”. Na época, o Jayme Monjardim me convidou, mas eu amarelei”

iG: Você toca na noite há bastante tempo (15 anos). Como faz para conciliar a banda Filhos de Ninguém com a carreira de ator?
Junno Andrade:  Tocar em bar acaba sendo uma vitrine. As pessoas veem os shows e contratam para outros lugares. Toco aqui no Piove há cinco anos e ainda faço alguns eventos no interior de São Paulo. Mas quem me abriu as portas na noite foi O Bar Baro, onde toco em sábados alternados e em outros dias da semana. A prioridade hoje é essa peça. Vou adequando. Quando não dá para eu vir, tenho um substituto, o Tato Villanova. A banda tem essa formação há uns oito anos.

iG: Você já gravou dois CDs (em 1987 e em 1991). Quando vem o terceiro?
Junno Andrade:
 Tenho bastante coisa gravada inédita. Também tem músicas minhas gravadas nas vozes de outros intérpretes que estou com vontade de dar uma regravada. (Junno é autor de sucessos cantados por Fábio Jr., Zezé di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, Wanessa e KLB, entre outros) Não é uma coisa definida ainda, mas estou com vontade de ir para o estúdio. Faz tempo que não gravo coisas novas. Estou inspirado, então...

iG: Essa inspiração tem a ver com a Xuxa?
Junno Andrade: Ah, vem por causa do momento que estou vivendo, de tudo. Do meu trabalho, do meu namoro, dessas coisas todas que estão me fazendo feliz. Então, me sinto mais inspirado por isso. É um bom momento.

Seria uma delícia e divertidíssimo contracenar com a Xuxa. Vi quase todos os filmes.Tenho uma filha de 9 anos que cresceu vendo ‘Xuxa só para Baixinhos”

iG: Você sente diferença do assédio e da fama na época que você aparecia na mídia na década de 1980 e 1990 para agora, quando o seu namoro com a Xuxa se tornou público?
Junno Andrade: A Xuxa é um fenômeno e é lógico que a repercussão não poderia ser menor.

iG: Isso te incomoda?
Junno Andrade: Não me incomoda porque eu vivo o dia a dia. As coisas não mudam. A vantagem de ter 50 anos é essa, você vive o dia a dia, o hoje, o agora. Não estou preocupado com esse tipo de coisa, estou feliz e curtindo a minha vida. Você viu, você é testemunha. É tranquilo, não tem gritaria da mulherada, nada disso. Quanto menos você der importância... Não que eu ache desimportante, mas acho que não é tudo na vida, tem coisas mais importantes.

iG: Suas atitudes até agora foi de um cara simples, ao contrário da maioria dos artistas.
Junno Andrade: Eu sou. Sei lá, tomara que eu seja. Acho que sou (risos).

iG: Você conheceu a Sasha? Como é a relação de vocês?
Junno Andrade: Conheci a família toda. Sinceramente, não quero entrar nesses detalhes...

iG: A Xuxa já lançou vários filmes. Vocês já pensaram em atuar num longa do segmento dela?
Junno Andrade: A gente não falou a respeito disso, mas seria uma honra fazer. Seria uma delícia e divertidíssimo contracenar com a Xuxa. Até mesmo porque eu vi quase todos os filmes. Tenho uma filha de 9 anos, a Luana, que cresceu vendo o “Xuxa só para Baixinhos”, aprendeu muita coisa... (Junno começa a cantar e a dançar a coreografia de “Cabeça, Ombro, Joelho e Pé). E os filmes também.

Se o Jayme Monjardim está vendo algo em mim, quem sou eu para duvidar’ (risos). Ainda não tive o privilégio de trabalhar com ele, mas é meu grande sonho a ser realizado”

iG: Apesar de vocês evitarem falar da vida pessoal, nas redes sociais acabam expondo um pouco da vida íntima nas redes sociais ao postar fotos, comentários, declarações de amor, poesias...
Junno Andrade: Tudo é espontâneo, verdadeiro, não é uma coisa programada, é de impulso mesmo. Pode até ser que a gente venha a se arrepender depois, mas realmente é uma coisa de espontaneidade. Então, tudo o que é feito com verdade, não tem que lamentar. Foi feito, está lá e pronto. A intenção é mesmo de retribuir um carinho ou simplesmente se posicionar, mostrar o que está sentindo de uma forma sem pretensão. Não vejo problema. A gente respira as redes sociais o tempo todo, por que vamos ser diferentes? Sentimos vontade como qualquer outro. Só temos que ter cuidado com o que colocamos pelo fato de sermos pessoas públicas. Nos tornamos formadores de opinão, então temos que ter bom senso. Tendo esse tipo de cuidado, não tem problema, desde que sua verdade não fira ninguém.

iG: Você e a Xuxa pensam em construir uma nova vida juntos, casar?
Junno Andrade: A gente só pensa em ser feliz. Se estarmos junto nos fizer bem...Estou falando a longo prazo porque estamos no começo do namoro. A gente só quer ser feliz, nos divertir, curtir a vida juntos. Agora, se vai ser casado, noivo, namorando, aí é o tempo que vai dizer a história que a gente conseguir escrever da nossa relação. A gente realmente não faz planos. Não temos esse tipo de conversa. A gente se gosta, a gente vive bem.

Assista Junno cantando "Por Você", do Barão Vermelho, no bar Piove, em São Paulo: 

Serviço:

Onde curtir a banda Filhos de Ninguém:

Piove
www.piove.com.br
às quinta-feiras
R: Jerônimo da Veiga, 75 - Itaim Bibi _ São Paulo
Telefone: (11) 3071-2301

Bar Baro
www.obarbaro.com.br
Em sábados alternados e alguns dias da semana (checar programação)
R: Pequetita, 179 - Vila Olimpia - São Paulo
Telefone: (11) 3842-6861

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