Marcio Poncio, o patriarca da família Poncio, comentou as maiores polêmicas que cercam o clã. Em entrevista ao colunista Leo Dias, o pastor, que também é dono de uma fábrica de cigarros, criticou a vida de ostentação do filho Saulo, que recentemente disse ter recebido um chamado de Deus que o fez mudar de rumo . O líder religioso ainda brincou que eles são "os Kardashians pobres de Caxias". 

Marcio e Saulo Poncio
Reprodução/Instagram
Marcio Poncio comenta as polêmicas da família

O pastor disse que, ao contrário dos filhos Saulo e Sarah, ele é uma pessoa discreta e garante que foi apenas por conta dos herdeiros que a família entrou nos holofotes. Mesmo vivendo uma realidade luxuosa e se preparando para morar em uma mansão com 11 suítes e heliponto, Marcio Poncio diz que as pessoas precisam ser humildes e revela que se preocupou quando o filho, que vai ser pai novamente , não estava se comportando dessa maneira. 

"Estou sempre lutando para meus filhos não saírem da linha e não cometerem loucura", ele declara. "Saulo fechava um publi de R$ 80 mil para ganhar mês que vem, ele já ia para o shopping e gastava os 80 mil. Gastava tudo que recebia e fazia o ‘showman’ e com isso acabamos virando a família ostentação. Mas eu sou muito contido", o pastor garante. 

O religioso também revelou que ficou muito preocupado quando Saulo entrou no mundo da música e começou a viver na base de farra e de mulheres. "A gente entrava em discussão braba, porque ele estava correndo risco de vida, porque ele estava indo por um caminho que a gente sabe que não leva a lugar algum. Ficamos com medo de perdê-lo, pois ele estava indo para um lado e a gente para outro. Mas graças a Deus hoje ele está nessa mudança radical. Com a mãe orando a Deus ele conseguiu e está num mergulho mais profundo nas coisas espirituais tendo um choque de realidade", ele falou sobre Saulo,  que decidiu largar a banda UM44K para seguir a carreira religiosa.

Fábrica de Cigarros

Além da vida de ostentação dos filhos, Marcio também é o centro de uma polêmica, por ser um pastor e ter uma fábrica de cigarros. O religioso, que diz ser filho de um pai de santo, contou ao Leo Dias como começou a trabalhar no ramo. 

"Estava na Igreja e Deus me disse que estaria me abrindo uma porta de emprego naquela semana. E consegui um emprego, aos 18 anos, em uma fábrica de cigarro", ele revela. "Sofri bullying, as pessoas falavam que eu trabalhava com o diabo, que aquilo não era de Deus, mas como Deus tinha falado que abriria uma porta para mim, fui ficando e fazendo meu melhor. As pessoas me questionavam de como que eu era crente e trabalhava lá", o patriarca dos Poncio explicou e disse que foi subindo na carreira até conseguir ter sua própria fábrica.

Ele disse que teve conversas com seu pastor sobre o emprego na fábrica de cigarros e ouviu que se a lei permite algo assim, portanto não há nada de errado ele seguir nesse ramo. Marcio falou que chegou a dar uma distribuidora de cigarros para a filha Sarah, mas ela largou o emprego para ser influencer. Saulo fez a mesma coisa com a faculdade de medicina e decidiu se dedicar a carreira nas redes sociais, mas ele garante que cada um dos herdeiros ganha mais de R$ 300 mil por mês com os publis.

Preconceituoso?

Como pastor evangélico, Marcio Poncio já realizou casamentos gays em sua igreja, mas fala que não gostaria de ter um filho homossexual. "Não teria problema em ter um filho homossexual. Mas, nem os homossexuais querem ter filhos homossexuais, porque sabem que sofrem. É hipocrisia nossa dizer que queremos. Não, ninguém quer, mas se Deus te der isso, temos que abraçar a causa e fazer o melhor", ele comenta. 

O pastor também procura encontrar explicações sobre a sexualidade e identidade de gênero na genética e na religião. "Acredito que existe parte de um defeito genético. Como pode um menino de cinco anos só querer colocar roupa de menina? Então, se discute muito isso para saber se existe problema genético e acho que existe. Assim como acredito em problemas espirituais. Satanás tem um poder que não é mole. Por exemplo, estou aqui e pode vir o Satanás e me fazer cair nas drogas. Temos que respeitar e procurar ajudar cada caso", ele afirma.

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