Filha de Carlos Vereza, atriz de "Amor Eterno Amor" simpatiza com os pensamentos extraterrestres de seu pai

Larissa Vereza
George Magaraia
Larissa Vereza

Francis Ford Coppola e Sofia. Elis Regina e Maria Rita. Fernanda Montenegro e Fernanda Torres... São muitos os exemplos de artistas que passam para seus filhos o talento e o gosto pelas artes. Larissa, primogênita do ator Carlos Vereza , interpreta uma professora de piano em “ Amor Eterno Amor ”, novela das seis da TV Globo. Parece ser mais uma na turma do “tal pai, tal filho”.

“Dei o caminho, mostrei como se chegava lá. E ela foi”, conta Vereza, cheio de orgulho. “É difícil existir um curso que ela não tenha feito. Tem talento para aprender com facilidade. É empenhada e inteligente. Ela não é uma piriguete deslumbrada com capas de revista, mas uma artista com leque de opções para diversos dotes artísticos”, continua ele, que exibe em casa uma foto tirada no começo dos anos oitenta. Os dois, juntos, pichando a palavra “paz” no muro de Berlim.

Meu pai é autêntico. Acredito em tudo que ele diz”

De fato, parece que o pai não exagera. Larissa fala inglês, francês e espanhol, fez o curso de atores do New York Film Academy, de Los Angeles, e, diante da reportagem do iG , tocou violoncelo, violino e violão, entoando com acordes precisos “Trenzinho Caipira”, de Villa Lobos.

A entrevista começa na sala do apartamento de Vereza, na Barra da Tijuca. Mas logo Larissa topa descer rumo à praia, no outro lado da avenida. Dona de um sorriso delicado mas contagiante e de um jeitão meio misterioso que lhe dá bastante charme, ela segue com o violão no ombro. Olha para o céu, noite estrelada, e brinca: “Olha quanta gente deve estar nos vendo”. Larissa, que é casada e mãe de Dominique de 2 anos, diz que convive bem com os mistérios que habitam entre o céu e a terra. “Acredito em vida em outro planeta. Não tenho religião, sigo a doutrina do amor. Não frequento templos, mas adoro o contato com uma cachoeira”, diz, toda odara.

A atriz simpatiza com os polêmicos pensamentos de seu pai. No ano passado, Vereza deu uma entrevista ao iG na qual declarou que “os extraterrestres estão limpando a crosta terrestre das explosões atômicas que acontecem no sul do oceano pacífico”. Ele também cedeu imagens feitas pelo celular que mostrariam naves tripuladas por alguns destes seres.

Larissa e o pai em casa: paixão pelas artes
George Magaraia
Larissa e o pai em casa: paixão pelas artes

Contatos imediatos

“Meu pai é autêntico, acho engraçada esta repercussão toda do que ele falou. Ele nunca se incomoda para o que as pessoas vão pensar. Acredito em tudo que ele diz”, defende Larissa, sem perder o sorriso.

Ela não esconde o que é. “Sou tímida mesmo, fazer o quê? É um defeito meu. Também sou perfeccionista”, diz ela. Diz que simpatiza com o budismo e o espiritismo, ouve Edith Piaf e Beatles, pretende fazer uma improvável viagem de carro até o Alasca. Parece incansável.

“Eles (os discos voadores) tinham forma de bastão, imensos. Vi várias vezes e chegaram bem perto”

Mesmo com tanta bagagem, também lhe faltam palavras quando os mistérios do universo voltam ao centro da discussão. E se, algum dia, conseguir fazer um contato imediato com os “seres que a vigiam” das estrelas? “Não faço ideia! Acho que desmaiaria. Seria de susto, não de medo. O homem é fruto de um processo evolutivo, não veio só do macaco. Veio dos ETs também”, afirma, observada pelas estrelas. E garante que já viu objetos não identificados no céu. “Eles tinham forma de bastão, imensos. Vi várias vezes e chegaram bem perto”, relata.

Muro de Berlim: porta-retrato de família
Reprodução
Muro de Berlim: porta-retrato de família

Calça larga e cueca

Mais velha de três irmãos (Diana, 16, e Sérgio, 11), Larissa é fruto do casamento de Vereza com a artista plástica Delma Godoy. “Não me peça para falar a minha idade, só conto a dos meus irmãos. Isso não interessa!”, gargalha.

bNa televisão, fez participações em “Mutantes”, da Record, e “Paraíso”, da TV Globo. Aos cinco anos, fez sua primeira peça, “Gasparzinho”, contracenando com um elenco só de adultos. “Era a única criança no meio de gente grande, me senti bem à vontade. Ali percebi que queria continuar no palco”, recorda. Mais crescida, no começo da adolescência, aprendeu a tocar bateria, para desespero do pai. Larissa vestia calça larga, cueca, cabelo curto. No que chama de fase heavy metal, ela criou a banda Staples. “A gente ensaiava na varanda, bem ao lado do quarto do meu pai. Ele não gostava muito, não”, brinca.

Além da novela, Larissa tem projetos no cinema. Acaba de dirigir o curta “Noite de Cinzas”, em exibição no Canal Brasil, está no elenco do longa “O Príncipe da Caixa de Sapatos”, que será rodado em setembro, e escreveu o roteiro de um filme ainda em pré-produção, “Memórias de uma Jovem Esquecida”. Na internet há vários vídeos seus, feitos na época que estudou no curso de atores do New York Film Academy.

Larissa herdou do pai não só o tato apurado das artes, mas o gosto por expor outras visões a qualquer vã filosofia. “Sabe o que eu acho? Que estamos num estágio intermediário de evolução, entre o avançado e o atrasado. Há outros planetas mais evoluídos, disso eu tenho certeza”, diz, enfática. Tal pai, tal filha.

Make : Maurício Nazário

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