Em 'No Limite', Paulinha fez relato sobre abuso sexual que sofreu
Reprodução/Globo - 28.07.2023
Em 'No Limite', Paulinha fez relato sobre abuso sexual que sofreu


Além das dinâmicas de sobrevivência e reviravoltas no jogo, o capítulo desta quinta-feira (27) de "No Limite" contou com um relato de Paulinha sobre um caso de violência sexual que ela sofreu. A participante se emocionou ao falar do episódio que ocorreu em 2019, que inspirou o desenho de uma tatuagem que tem no corpo. 

Paulinha explicou para Carol Nakamura, Greiciene e Raiana que foi abordada por dois homens em um ponto de ônibus, quando voltava de um trabalho como assistente social. "Eles me levaram para um lugar, era uma espécie de garagem em construção. Tinha um cobertor no chão e colocaram um pano na minha cara com alguma coisa que, até então, não sabia o que era. Mas desmaiei, apaguei", relatou. 

"Quando acordei, estava pelada sendo estuprada várias vezes. Fiquei lá por oito horas no cativeiro. No momento que acordei, tentei resistir algumas vezes, então apanhei muito. Não tinha mais força para resistir e fiquei lá jogada. Acharam que eu tinha morrido e me enrolaram no cobertor e me jogaram na área de lixo do Terminal Cachoeirinha", complementou, entre lágrimas. 


A participante do programa da Globo contou que um casal percebeu que ela estava se mexendo no lixão e a resgatou. No entanto, ela lamentou o tratamento que recebeu ao chegar na delegacia. "De lá, acho que era para melhorar e piorou. Porque tive que ir para delegacia e lá perguntaram: 'Com que roupa você estava?'", relembrou, enquanto as colegas lamentavam que os profissionais colocaram a culpa nela. 

Paulinha falou como a tatuagem de onça que tem no corpo representa a força após a situação de violência que sofreu. "Não me considero uma vítima, me considero uma sobrevivente de um estupro. Por isso tatuei uma onça, que é um animal forte e que sozinha resolve as coisas. E escrevi 'melhor que ontem', depois que tudo que passou", pontuou. 

O relato da participante de "No Limite" comoveu espectadores, que se solidarizaram com Paulinha nas redes sociais. "Até quando mulheres ao invés de ser acolhidas serão atacadas?", questionou uma pessoa no Twitter. "Paulinha, todo amor do mundo para você. Você é uma sobrevivente e um ser iluminado por ajudar tantas crianças pelo caminho", afirmou outra sobre a assistente social. "Paula merece um abraço afetuoso de todos nós. Empatia e sororidade, o que tenho para oferecer! Paulinha, você é forte", escreveu mais uma. 

+ Assista abaixo ao "AUÊ", o programa de entretenimento do iG Gente:


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