Giovanna Antonelli e Murilo Benício em
Gianne Carvalho/TV Globo
Giovanna Antonelli e Murilo Benício em "O Clone"


Acompanhando 'O Clone' por causa do 'Vale a Pena Ver de Novo', Glória Perez contou curiosidades da produção da novela e os perrengues que passou enquanto escrevia a obra que fez sucesso em 2001. "Não saio do Twitter, quero saber como as pessoas veem a novela 20 anos depois", contou ao podcast 'Novela das 9'. 

Ambientada no Marrocos, a novela não seria no país. Glória contou que a história de Jade e Lucas se passaria no Egito. Quem provocou a mudança de país foi a atriz Eliane Giardini, devido a uma entrevista dela sobre a personagem Nazira. "Primeiro nós íamos fazer no Egito. Eu passei 20 e tantos dias lá (...) Eis que a Eliane Giardini me dá uma entrevista dizendo que espera que a novela também sirva para falar das mulheres, da libertação. Bom, fomos proibidos de gravar no Cairo", disse. 

"Por isso nós fomos para o Marrocos, e foi uma experiência muito interessante", disse Gloria. Ela disse que está se divertindo ao reassistir a novela, já que não tem as preocupações e já esqueceu boa parte do trabalho que teve durante a obra. "Não tenho que me preocupar com Ibope, com a aceitação dos personagens e boa parte da novela eu esqueci", contou. 

Leia Também

Glória contou que a experiência do Marrocos foi interessante e que aprendeu muito com a religião. "Não queria bater, fui entender, procurei os Sheiks em São Paulo, marquei tudo o que os muçulmanos falam, aprendi muito com a religião, é muito bonita. Ao compreender o Islã, tem coisas muito bonitas ali, a gente aprende sempre quando entendemos o diferente", disse. 

A autora também contou que teve problemas com o apoio muçulmano da obra, o Sheik Jihad, que era consultor da novela nas questões muçulmanas e na cultura árabe da obra. "Eu cheguei na produção, e o Sheik Jihad estava chorando. Ele olhou pra mim e disse: 'Você quer nos destruir!'. Eu fiquei arrasada com aquilo e falei: 'Sheik, eu estou fazendo tudo com todo o cuidado, carinho, dedicação'", disse. 

"Aí ele me mostra uma cena onde o Tio Ali (Stênio Garcia) dizia pra Jade: 'O Livro Sagrado diz...' e ele balançava o livro. Acontece que o livro que o Sheik tinha nos dado era em árabe. E o Alcorão em árabe é Deus encadernado, você não pode sacudi-lo. Você pode sacudir o Alcorão em qualquer tradução, mas em árabe não pode. É Deus encadernado. E aí imediatamente foi substituído aquele Alcorão e posto outro, e o Sheik entendeu que não houve ofensa nenhuma, que foi uma coisa de absoluta ignorância disso", relembrou a autora.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários