Na última quinta-feira (12), aconteceu a exibição do primeiro episódio de seis da série "Marielle - O Documentário" na TV Globo . Os outros episódios estão disponíveis no serviço de streaming Globo Play. O projeto tem como intuito contar a trajetória de Marielle Franco, de menina criada no complexo da Maré, no Rio de Janeiro, até sua ascensão como líder política e tratar da morte dela e do motorista Anderson Gomes, numa rua do centro do Rio de Janeiro, pouco antes das 22h de 14 de março de 2018. 

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Divulgação
Marielle Franco

O documentário está sendo elogiado por detalhar a investigação da morte de Marielle e por revelar de forma inédita as mensagens de texto e de áudio trocadas pelo WhatsApp, entre Marielle Franco e a mãe, Marinete, e com sua mulher, Mônica. As mensagens do motorista Anderson para a mulher antes de morrer também estão na série. 

Realizado pela equipe de jornalismo da Globo , o documentário de Marielle não elevou a audiência da emissora ao ser exibido ontem depois do BBB. Às 23h35 o canal marcava 18.6 pontos - ainda na liderança - na medição em tempo real da Kantar Ibope. À 00h20, a atração declinou e empatou com o humorístico "A Praça é Nossa", do SBT , ficando ambos com 10 pontos, o que não costuma acontecer. 

A obra porém tem sido tratada, porém, com prestígio pela emissora. Ao fim do Jornal Nacional de ontem, o apresentador William Bonner disse que a série era importante. 

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Após e durante a exibição, internautas comentaram no Twitter a estreia dividindo opiniões. Muitos elogiaram o documentário por ser forte e sensível e outros criticaram dizendo que não iam assisti-lo de jeito nenhum.


Para 2021, a emissora prepara uma série ficcional sobre vida da vereadora. Porém, a produção, antes mesmo de ganhar data de estreia, já está polêmizando.

Comandada por Antonia Pellegrino, que será produtora-executiva da série, e pelo diretor José Padilha, conhecido por abordar o crime organizado em suas obras, o público questionou a falta de negros nos setores criativos.

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Em resposta à movimentação na web, Pellegrino se defendeu dizendo que Padilha foi escolhido por seu currículo e que não optaram por um negro porque no Brasil ainda não tem um “Spike Lee”. A frase foi duramente criticada nas redes. Após a repercussão, a Globo , então, anunciou que estava adicionando roteiristas e diretores negros ao projeto.  Marielle Franco morreu em 2018 e seu assassinato não foi solucionado até hoje.

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