O médico Drauzio Varella publicou um vídeo em seu canal no Youtube para explicar sua conduta na reportagem exibida no " Fantástico ", na Globo, no dia 1 de março, sobre a vida das mulheres transexuais nos presídios.

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No vídeo, Drauzio Varella disse que ficou surpreso ao saber do crime de Suzy Oliveira, que estuprou e matou uma criança de nove anos , e aproveitou para se desculpar com a família da vítima que foi "involuntariamente envolvida no caso".

Apesar disso, o médico defendeu sua postura e assumiu total responsabilidade pela reportagem exibida no "Fantástico" e pelo abraço em que deu em Suzy, pois teria ficado com pena ao saber que ela não recebia visitas há mais de sete anos. "Esse é meu jeito. Eu lamento, mas assumo totalmente a responsabilidade pela repercussão negativa que o caso teve".

Varella aproveitou para esclarecer algumas notícias sobre uma possível candidatura sua. "Eu gostaria de dizer claramente, e sem nenhuma chance de que eu volte atrás no futuro, que nunca fui e nem serei candidato a nada. As pessoas que estão explorando politicamente esse episódio podem ficar tranquilas", concluiu.

Entenda o caso

Na reportagem em questão, Drauzio Varella entrevistou a trans Suzy Oliveira , condenada por estuprar e matar um menino de nove anos há cerca de dez anos. Na exibição, não foi informado qual o crime que a detenta havia praticado e o médico afirmou que não sabia qual delito ela havia cometido. No final da gravação, o médico deu um abraço em Suzi ao saber que ela não recebia visitas há mais de sete anos.

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Reprodução Instagram
Suzy de Oliveira, detenda trans abraça por Drauzio Varella


A descoberta do crime veio a tona dias depois e gerou muita revolta nas redes sociais e até personalidades do meio político como Bolsonaro e o ministro da Educação. Abraham Weintraub se posicionaram contra o médico.

Na última segunda-feira (9), Drauzio Varella chegou a publicar uma nota em seu perfil no Instagram falando que ele não pergunta os crimes "para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico". "Sou médico, não juiz", concluiu a nota.

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