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Para Ken Loach, blockbusters "são exercícios cínicos para obter lucro"

O debate em torno da relevância artística de filmes de super-heróis como os da Marvel segue movimentando a indústria cinematográfica. Depois de Martin Scorsese e Francis Ford Coppola criticarem tais blockbusters, foi a vez de Ken Loach, cineasta vencedor de duas Palmas de Ouro em Cannes, faz coro com os colegas.

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Reprodução/Twitter/@RobertDowneyJr
Atores de "Vingadores"

"Eu acho esses filmes entediantes. Eles são feitos como commodities, como hambúrgueres. É como criar uma commodity que vai dar lucro para uma grade corporação. É um exercício cínico. Nao tem nada a ver com a arte do cinema", disse o britânico sobre os filmes da Marvel , em entrevista ao site Sky  para promover seu novo filme, "Sorry We Missed You".

Em entrevista à revista Empire  no começo de outubro, Martin Scorsese revelou que tinha tentado e fracassado em conseguir se engajar com os filmes da Marvel. Para ele, tais produções "não são cinema", e sim "parques temáticos".

Ou seja, na visão de Scorsese, os filmes da Marvel não podem ser considerados "cinema" porque falhariam em retratar a experiência humana na forma de narrativa. Enquanto atores e produtores ligados à Marvel reagiam aos comentários de Scorsese, outro ícone do cinema resolveu entrar na discussão.

Durante o Festival Lumière, na França, o diretor Francis Ford Coppola disse não só que seu colega estava coberto de razão, mas que foi até educado demais tratando do assunto — algo que ele não estava disposto a ser.

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As falas de Scorsese e Coppola, evidentemente, geraram reações, em especial entre os atores e produtores ligados ao universo da Marvel . Um argumento comum, de natureza apaziguadora, é o que foi usado por Natalie Portman. Vencedora do Oscar, a intérprete de Jane Foster em " Thor " diz que "há espaço para todos os tipos de filme" e "não há uma única forma de se fazer arte".