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Em entrevista, atriz comentou sobre movimentos sociais, a cultura do estupro e como o entretenimento o valida desde os anos de 1980

Mira Sorvino, uma das primeiras a apresentar queixa de abuso contra o magnata do cinema Harvey Weinstein, abordou o “MeToo” recentemente e ressaltou que o movimento precisa ir além de “nomear e envergonhar” os predadores sexuais.

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Mira Sorvino fala sobre o MeToo
Divulgação
Mira Sorvino fala sobre o MeToo

Em entrevista à Associated Press, para promover a nova temporada da série "StartUp", Mira Sorvino comentou que a chave para evitar que estes episódios no futuro está na educação. Tendo isso, ela quer dispor de tempo para trabalhar com alunos - das séries fundamentais até o ensino médio - para fazê-los entender o consentimento de suas atitudes.

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"Então, nós não criamos garotos - porque são principalmente garotos que fazem isso, algumas garotas, mas principalmente garotos - que se transformam em homens que cometem esses crimes hediondos", iniciou Sorvino.

Mira Sorvino fala sobre o MeToo
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Mira Sorvino fala sobre o MeToo

Durante a conversa, a atriz chegou a concordar que muita coisa mudou na “cultura do estupro” do ano passado para cá, porém, ainda sente que o "MeToo" tem um longe caminho a percorrer, especialmente quando o abuso é validado no entretenimento.

“Isso foi meio que ensinado a nós pelos filmes dos anos 80, como se fizessem questão que cometessem estupro e, pior, que colocassem a culpa nas mulheres”, disse a atriz citando filmes como “Gatinhas e Gatões”, “Porky’s: A Casa do Amor e do Riso” e “Clube dos Cafajestes”.

Indignada, ela acrescentou: “Isso não é legal. Isso não é divertido, mas infelizmente foi para isso que minha geração de homens foi criada. Quer dizer, eu fui criada assistindo a esses filmes, então temos que mudar a cultura. Não pode ser apenas castigo e nomear e envergonhar, tem que ser prevenção porque é isso que realmente queremos. Não queremos ninguém vitimizado ”.

Mira Sorvino e o movimento MeToo

Mira Sorvino fala sobre o MeToo
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Mira Sorvino fala sobre o MeToo

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Sem deixar seu lado ativista de lado, Mira Sorvino continua atuando em “StartUp”. Na série, a artista interpreta uma agente da NSA que tenta derrubar um site para encontrar um grupo terrorista. A produção levanta questões fundamentais na sociedade atual, como a privacidade online e a corrupção governamental.

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