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Sociedade Brasileira de Pediatria e deputado emitiram notas de repúdio à série que mostra homens se vestindo de mulher para salvar o mundo

Programada para estrear nesta sexta-feira (09), a animação adulta e original da Netflix, “Super Drags”, vem enfrentando polêmicas antes de sua chegada à plataforma de streaming. Na última sexta-feira (02) Alan Rick , deputado federal (DEM-AC), usou seu perfil no Facebook para divulgar uma nota de repúdio à animação; devido a grande repercussão, a Netflix respondeu.

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Divulgação
"Super Drags" se envolve em mais polêmicas antes de sua estreia

Na carta aberta, o político aponta como impróprio para crianças um desenho, como “Super Drags” , que mostre homens se vestindo de mulheres para “salvar o mundo”, além de exibir “piadas de cunho sexual”.

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Em seu comunicado, Alan Rick evidenciou que “a lei brasileira determina que é tarefa da família a formação moral de crianças e adolescentes e que essa formação tem reflexos imediatos no comportamento dos mesmos”. O político ainda acrescentou que “estamos vivenciando tentativas sórdidas de influenciar sexualmente nossas crianças”.

Ainda de acordo com a nota de repúdio expedida pelo deputado, a animação “faz apologia à erotização e à sexualização dos telespectadores, e contém cenas implícitas e explícitas de pornografia, de lascívia e de orgia, além de possuir linguagem imprópria.”

Netflix responde

Super Drags é a primeira animação brasileira original da netflix
Reprodução
Super Drags é a primeira animação brasileira original da netflix

Um dia após a repercussão da nota do político, a Netflix veio à público. “Nem tudo é pra todo mundo e quem controla é você. Pode mandar essa no zap”, escreveu o porta-voz da Netflix no Twitter, utilizando uma imagem didática de como ativar o controle de pais para que crianças não assistam a série classificada para maiores de 16 anos.

A polêmica de “Super Drags”

Atração da Netflix, dublada por Pabllo Vittar é repudiada por Sociedade Brasileira de Pediatria
Montagem: Reprodução
Atração da Netflix, dublada por Pabllo Vittar é repudiada por Sociedade Brasileira de Pediatria

Porém engana-se quem pensa que este foi o primeiro obstáculo que a produção brasileira encontrou até agora. Há dois meses, a Sociedade Brasileira de Pediatria também expediu uma nota repudiando a atração.

“A SBP respeita a diversidade e defende a liberdade de expressão e artística no país, no entanto, alerta para os riscos de exposição indevida, por meio de programas, como esse desenho animado, a imagens e conteúdos com menções diretas e/ou indiretas a situações de sexo, de violência, de emprego de linguagem imprópria ou de uso de drogas”.

Como agora, à época, a nota da associação gerou grande polêmica. Dando seu ponto de vista da situação, a plataforma de streaming dissertou em sua defesa: “Nem toda animação é para criança, nem toda drag é pistola como a Vedete. Mas ela tem um recado”, finalizou a empresa multinacional publicando um um vídeo em sua conta do Twitter. No vídeo, uma das personagens da animação, a drag queen Vedete (Silvetty Montilla) avisa que a série não é para crianças, e que "vai ter desenho de viado na Netflix, sim".

E agora?

Netflix aposta em drag queens brasileiras como dubladoras
Divulgação
Netflix aposta em drag queens brasileiras como dubladoras

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Com menos de uma semana para sua estreia, “Super Drags” promete ser uma das séries mais envoltas de polêmicas depois de “Insatiable”, que moldou sua personagem principal baseada em estereótipos de obesidade. Até então, mesmo com as notas de repúdio, nem a Netflix, nem outro órgão anunciou o cancelamento da estreia da animação.

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