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Personagem da atriz, de volta ao cinema de ação após mais de uma década, é responsável pelo massacre de um cartel de drogas no longa de Pierre Morel

Comece por desacreditar de quem elogia produções como “Desejo de Matar”, refilmagem assinada por Eli Roth e estrelada por Bruce Willis, e “O Protetor 2”, primeira sequência da carreira de Denzel Washington, ambos lançados em 2018, e torce o nariz para “A Justiceira”, novo longa de Pierre Morel (“Busca Implacável”) e estrelado por Jennifer Garner.

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Com espírito de filme B dos anos 90,
Divulgação
Com espírito de filme B dos anos 90, "A Justiceira" tem Jennifer Garner em orgia de violência

Em todos esses filmes temos a figura do vigilantismo, a distorcida noção de Justiça e um ser humano comum se levantando contra o sistema corrupto. A diferença é que  “A Justiceira”  é protagonizado por uma mulher.

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Jennifer Garner  surgiu para o estrelato na série de ação “ALIAS” (2001-2006) e estava afastada do cinema de ação desde “O Reino” (2007). Seu retorno é apoteótico. Sua personagem,  Riley  North, é uma mãe atenciosa e que se divide entre o trabalho e a família. Quando um cartel assassina seu marido e filha e a Justiça falha, ela se exila por cinco anos e foca em um treinamento intensivo para habilitar sua vingança.

Com espírito de filme B dos anos 90,
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Com espírito de filme B dos anos 90, "A Justiceira" tem Jennifer Garner em orgia de violência

 Morel dá o tratamento necessário, com os devidos clichês, para balizar o que de fato interessa aqui. Jennifer Garner em ação; e ela é visceral! O longa jamais pretende ser algo além do bom e velho filme B e investe em personagens característicos, como o detetive boa -praça que talvez não esteja preparado para esse mundo sujo (John Gallagher Jr.) e o detetive experiente que já viu de tudo, mas ainda pode ser surpreendido (papel de John Ortiz).

Morel, no entanto, investe em boas cenas de ação e a primeira já revela esse esmero. Um carro sacode em um estacionamento. Quando a câmara se aproxima, encontramos a primeira vítima da fúria de Riley. Morel trabalha com algumas soluções visuais interessantes e as lutas são todas ajustadas ao biotipo de uma mulher. É um filme mais violento do que os dois citados no começo dessa crítica e isso joga a favor da produção.

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“A Justiceira”  navega pela correnteza de filmes de ação protagonizados por mulheres, tão em voga atualmente, mas também resgata aquela aura de projetos estrelados por Steven Seagal e Charles Bronson em outras épocas e sem ser uma refilmagem. É um dividendo que não pode ser menosprezado. 

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