O aguardadíssimo e já muito hypado "Nasce uma Estrela", produção que marca as estreias de Bradley Cooper como diretor e de Lady Gaga como protagonista no cinema, vale cada centavo. Mais importante: vale a espera e a vigília dos Litlle Monsters.

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Bradley Cooper e Lady Gaga em
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Bradley Cooper e Lady Gaga em "Nasce uma Estrela"

Dirigido com firmeza, mas sem prescendir da necessária sensibilidade para contar uma história sobre amor, fama, perdição e música, por Cooper, "Nasce uma Estrela" remete aquele cinema que transformou Hollywood em um lugar mágico, reverberante e tão admirável. Há uma indisfarcável energia no filme que flui entre os elementos mais sombrios da alma à nobreza mais fascinante que pode acometer um ser humano.

Quando Lady Gaga canta - e ela tem pelo menos quatro momentos para brilhar naquilo que ela é contumaz, o tempo para. First Stop, Arizona ao piano é um dos momentos mais impactantes do longa e ajuda a dimensionar a conturbada, intensa e passional história de amor de Ally (Gaga) e Jackson Maine (Cooper).

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Gaga tem carisma suficiente para segurar essa menina do interior que desponta como musa de um cantor veterano e alcoólatra em busca de algo que o possa curar, mas é Bradley Cooper, demonstrando uma extraordinária afinidade com a dor e com a angústia de tatear algo que sempre está lhe escapando, que é a alma do filme. O trabalho do ator aqui é primoroso. Do sotaque ao gestual, passando pelo canto e pela maneira como libera uma besta enjaulada quando o pior de Jackson vem à tona e como rapidamente recompõe sua doçura.

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Cena de Nasce uma Estrela: um dos melhores filmes do ano

O filme tem sua cota de clichês, mas isso jamais chega a incomodar, tal a habilidade com que a direção costura esses clichês e confia nos atores e na música para respaldar a verdade dos personagens. Tanto Jackson, em sua incapacidade de sair do labirinto em que se enfiou, tanto Ally são tratados com respeito e afeto pelo roteiro, mas não há condescendência com nenhum deles. 

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"Nasce uma Estrela" é um filme vigoroso e cheio de bons momentos, que ratifica um comentário robusto sobre os caminhos da fama, mas que tangencia com uma incrível e bem dosada combinação de beleza e tristeza uma história de amor de cinema. E como é bom vê-la no cinema!

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