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Noite teve homenagens, parabéns para Perry Farrell, criador do evento, e Eddie Vedder inspirado no diálogo musical e espiritual com o público. O Lollapalooza 2018 já é um dos grandes momentos da banda no País

Pearl Jam já é uma banda "de casa". Segunda vez como headliner do Lollapalooza, o grupo não deixou a desejar em apresentação que fechou a segunda noite de festival neste sábado (24). Com uma playlist de mais de duas horas - que fez com que Eddie Vedder deixasse  Yellow Ledbetter , a última canção do show, cantanda pela metade - a banda de Seattle conseguiu entregar mais do que prometeu: um show comovente celebrando a beleza do rock.

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Eddie Vedder e seu Pearl Jam causam sensação e cativam o público no Lollapalooza Brasil:
Flickr/Lollapalooza
Eddie Vedder e seu Pearl Jam causam sensação e cativam o público no Lollapalooza Brasil: "Muita emoção"

Carismático, Eddie Vedder não demorou muito para se arriscar no português, com uma colinha na mão, como sempre faz em seus shows. “Vocês estão na TV, então vamos todos acenar para nossas famílias. Estamos adorando!”, disse o vocalista do Pearl Jam para o público do Lollapalooza, levantando o astral da plateia. Logo em seguida, um dos hits da banda,  Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town  foi executado com muita emoção pelo grupo, que também se expressaria em novo discurso mais tarde – mas desta vez em inglês.

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Celebrando a “Marcha Pelas Nossas Vidas”, manifestações que tomaram conta dos Estados Unidos neste sábado (24) pelo controle de armas no país, o cantor comentou a situação emocionado. “As crianças andaram pelas ruas para falar sobre o direito de se sentirem seguras nas escolas e eu estou muito orgulhoso disso. Esta canção é dedicada à eles”, afirmou antes de executar o mais recente single  Can’t Deny Me , levando o público a loucura com as guitarras pesadas da canção. Mais tarde, o cantor retornou ao assunto e afirmou: “Não precisamos das merdas de armas. Por que não podemos pegar nossas incríveis guitarras?”.

Show do Pearl Jam no Lollapalooza Brasil 2018
Flickr/Lollapalooza
Show do Pearl Jam no Lollapalooza Brasil 2018

O som pesado das cordas continuaram invadindo o Autódromo de Interlagos com a canção  Even Flow , que teve um solo de guitarra ovacionado pelo público, que entrou em êxtase quando, minutos depois, Eddie Vedder anunciou a chegada de Perry Farrell, criador do Lollapalooza e membro do Jane’s Addiction, para celebrar seu aniversário com um bolo no palco e uma parceria memorável entre os músicos com  Montain song .

Um dos melhores discos da carreira da banda, o álbum “Ten”, foi bastante celebrado durante o show trazendo outras canções que fizeram o público entrar em delírio como  Once , Why Go , Jeremy  e  Black , que ganhou um coro à capella de arrepiar.

Um bom vinho acompanhou a apresentação de Eddie Vedder que, em dado momento, acabou dividindo com o público espremido na grade. “Se isso fosse surfar, esta seria a melhor onda”, afirmou o cantor. O entusiamo com a plateia ainda foi reverberado mais tarde, quando Vedder mencionou que o seu público teria tornado o Brasil a capital mundial do Rock 'n Roll, antes de executar  Confortly Numb  do Pinky Floyd dedicando a canção ao seu amigo Roger Waters. Os covers nos shows do Pearl Jam são frequentes e, desta vez, vieram em dose dupla, já que no bis foi a vez de  Baba O’Riley  do The Who, que fez sua passagem pelo Brasil recentemente no ano passado no Rock in Rio.

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O frontman do Pearl Jam, Eddie Vedder, em ação no Lollapalooza Brasil
Flickr/Lollapalooza
O frontman do Pearl Jam, Eddie Vedder, em ação no Lollapalooza Brasil

A banda deixou o palco e o público com um gostinho de “quero mais”, sentimento esse recorrente em suas apresentações, onde as luzes dos palcos se ascendem parecendo expulsar uma plateia que não tem a menor vontade de ir para casa. A execução de  Alive  como uma das canções finais resumiu o sentimento de quem estava presente no show na sétima edição do Lollapalooza: estávamos todos nos sentindo bem vivos em estar ali.

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