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Oitava temporada acelera e entrega ação que produtores há tanto prometiam, mas continua um tédio só e sem vislumbres de melhoras

O segundo episódio da oitava temporada de “The Walking Dead” parece uma resposta direta aos queixosos de que a série apresenta pouca ação. Do início ao fim, “The Damned” foi tiroteios, perseguições, troca de socos e deu conta de mostrar os avanços de Rick (Andrew Lincoln) e seus aliados sobre os comandados de Negan (Jeffrey Dean Morgan).

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Rick em cena de The Walking Dead
The Walking Dead
Rick em cena de The Walking Dead

O episódio teve ainda o retorno para lá de inesperado de um personagem que não era visto desde o primeiro ano do programa. Morales (Juan G. Pareja) se separa de Rick, Shane (Jon Bernthal) e decide seguir para Birmingham, ao passo que os demais vão atrás do Centro de Controle de Doenças em Atlanta, arco que fecha o primeiro ano de “The Walking Dead” .

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Morales surpreende Rick e o público, que por razões óbvias não se recorda dele – o personagem não era exatamente notável e fazia mais às vezes de um figurante. Trata-se de mais um truque narrativo do programa, escorando-se em seu bem-sucedido passado, para legitimar o turbulento e mal elaborado presente.

A série está em maus lençóis. São muitos personagens – a grande maioria deles o público sequer se importa – e o esgarçamento da trama de levante contra Negan já se faz sentir. Não importa se há muitos tiros ou não, “The Walking Dead” parece cada vez mais distante do que já foi um dia e incapaz de reconquistar um público que já foi cativo.

Só na trucagem: Personagem da primeira temporada está de volta em The Walking Dead
Divulgação
Só na trucagem: Personagem da primeira temporada está de volta em The Walking Dead

Para enganar, o programa tenta repisar conflitos morais que já esgotou antes e com personagens que já foram abordados nesse sentido. Morgan (Lennie James) que voltou a operar como uma máquina de matar, Jesus (Tom Payne) e Tara (Alanna Masterson) encorparam conflitos que a série já abordou melhor no passado.  Trata-se da melhor maneira de se conectar com o status quo daquele mundo pós-apocalíptico. Enquanto Jesus mantém protocolos morais de um mundo que não existe mais, Morgan e Tara parecem propostos de suas mais recentes experiências traumáticas.

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Em meio a mais do mesmo e muito tédio, “The Walking Dead” subscreve fielmente o título de seu segundo episódio e se apresenta cada vez mais condenada à irrelevância.

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