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Série retorna para sua oitava temporada com o icônico 100º episódio. "Mercy" tem problemas de montagem e sofre com os diálogos ruins. Season premiere demonstra que os produtores tentam apenas sugar conteúdo das HQs para a série e não mais desenvolver os personagens e seus conflitos

O 100º episódio de “The Walking Dead”, que também marcou a estreia da oitava temporada da série foi bem fiel ao que a produção tem sido nos últimos anos: uma confusão. Não ajudou o fato de atores, produtores e diretores bombarem o hype dizendo que os novos episódios seriam “insanos” e “com muita ação e emoção”.

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As imagens conceituais do oitavo ano são ótimas, já o episódio de estreia...
fox/divulgação
As imagens conceituais do oitavo ano são ótimas, já o episódio de estreia...

Com sérios problemas de montagem, “Mercy” foi um dos piores episódios da história da série ao reapresentar alguns de seus principais problemas, como diálogos sofríveis, cenas de ação catatônicas e truques narrativos para tentar fisgar o interesse do espectador no médio prazo, o macete da vez é o Rick velho, aparentemente em paz, que surgiu desajeitadamente durante o episódio em mal elaborados flashforwards. “The Walking Dead” atingiu um grau de melancolia que parece difícil ver algo positivo no programa.

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Fox divulga imagens inéditas do 100º episódio de ''The Walking Dead''
Jene Page/AMC
Fox divulga imagens inéditas do 100º episódio de ''The Walking Dead''

Após certo esforço e para além de Negan ( Jeffrey Dean Morgan ) que permanece como o sopro de vida em um programa moribundo, há de se elogiar o esforço de roteiristas e produtores de balancear os momentos de introspecção com ação. Mas mesmo aí eles se embananaram. Ao focar na preparação moral e estratégica para o confronto com Negan e não na ação propriamente dita, eles novamente frustram expectativas. Ademais, o bendito plano de Rick jamais fica suficientemente claro. A impressão que fica é que a ideia era confundir mais ao público do que ao líder dos Salvadores.

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A qualidade dos diálogos nunca esteve tão péssima. A novidade do oitavo ano são os problemas técnicos. Mais um sinal de que a série durou mais do que deveria e de que Robert Kirkman, que introjetou mais alguns easter eggs da HQ original, arruinou com o que um dia fora a melhor série da TV. Zumbificada, “The Walking Dead” continua entre nós por todos os motivos errados e os personagens que outrora gostamos, rumam para o mar da indiferença.

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