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Cantora carioca de 23 anos lança um EP cheio de potenciais hits e nessa entrevista ao iG demonstra que, além de ótima cantora, sabe se posicionar muito bem enquanto artista e mulher. Viva o empoderamento!

Anitta é a maior popstar do Brasil atualmente  e é natural que indústria e mídia se esforcem para achar a “próxima Anitta”. “The show must go on”, afinal, é um dos mantras do show business em que Anitta é uma das maiores referências nacionais e Lary, que acabou de lançar o EP “Salto 15”, almeja entrar.  “Estou entrando agora no mercado da música pop funk, então vejo comparações como algo natural”, diz a cantora de 23 anos quando indagada sobre como lida com eventuais comparações com Anitta ou Ludmila.

A cantora Lary
Reprodução/Instagram
A cantora Lary

“É comum do ser humano comparar o novo com algo que já existe, até que o novo mostre seus diferenciais. Hoje vejo Anitta e Ludmilla como artistas completamente diferentes, mas que um dia já foram comparadas também”, observa Lary . Formada em engenharia de produção, a carioca não só parece bem consciente de onde está e aonde quer chegar, como parece confortável com sua música. E com as de Ludmilla e Anitta também, já que há versões de sucessos delas na voz de Lary no YouTube.

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Salto 15 , seu primeiro grande single, é chiclete na medida certa, tem uma batida viciante e ostenta um vocal firme e sensual. A cantora admite que a música foi fruto de um trabalho burilado em parceria com Batutinha, Pri Lemgruber e Thiago Maximino. “Surgiu depois de escrevermos uma outra música da qual não estávamos muito convencidos (risos). Ouvindo o EP depois de pronto, não tínhamos dúvidas de que Salto 15 seria o single de trabalho, foi uma escolha unanime. Ela mostra uma mulher poderosa e sensual, que sabe o que quer, e cheia de atitude. E era essa Lary que queríamos mostrar!”

A carioca sabe exatamente o terreno em que está pisando e vê a ascensão do pop funk no Brasil como algo a se explorar. Assim como suas próprias vivências e todo o potencial que elas têm para gerar empatia com seu público alvo. “Quase todas as músicas do meu EP são composições minhas, elas acabam contando um pouco de mim, situações que vivi ou viveria. Então acabo tendo um discurso que meninas jovens passam a se identificar de alguma forma”, observa.

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Lary
Reprodução/Instagram
Lary

“Match”, uma dessas músicas que você imagina que Ludmilla cantaria mostra exatamente o tino empresarial de Lary já na composição. “Ela fala das redes sociais e surgiu delas”, revela. Lary sabe o que quer e sabe como se aproximar de seu público. “A idéia de Match veio de um meme da internet, que dizia: ‘Tá namorando mas me segue e curte todas as minhas fotos’, e resolvemos envolver a linguagem de várias redes sociais na música”.

Completamente consciente do público que quer atingir, Lary diz que a ideia é traduzir a fase que vivemos hoje. Tanto da perspectiva da tecnologia (“a modernidade das redes sociais”), como emular esse empoderamento feminino que toma conta da agenda social.

Ela conta que sempre teve karaokê em casa, cantava com a mãe, com os amigos e conseguiu seu diploma para enfeite e espera não ter que recorrer a ele profissionalmente. “Mesmo quando tive certeza de que era de música que queria viver, resolvi me formar. Então adiantei minha formatura em 6 meses, ou seja, cursei a engenharia em 4 anos e meio. Hoje o diploma está lá de enfeite, e espero que assim continue”.  O Brasil só tem a ganhar formando estrelas pop como Lary.

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