Luan Argollo
Fabio Audi
Luan Argollo


Estrear na televisão no horário nobre é um luxo para poucos. E o baiano Luan Argollo, de 25 anos, que dá vida ao divertido Plínio, em "Todas as Garotas em Mim", produção direcionada para os adolescentes, sabe bem como é isso. Não à toa, ostenta um sorriso orgulhoso ao falar de seu personagem e na hora de dar mais detalhes sobre a série gravada em Florianópolis (SC), Gramado (RS) e no polo cinematográfico de Paulínia (SP).

Nascido em Ilhéus, Argollo começou na carreira ao acaso, aos dezoito anos, fazendo figuração em "Juacas", da Disney. Um ano depois, mudou-se para o Rio de Janeiro para se dedicar aos estudos das artes cênicas. Desde então, fez uma peça, participações na novela "A Dona do Pedaço", da Globo, e gravou três curtas-metragens na pandemia: "Pensou que Fosse Chorar por Você", "Templo de Júpiter" e "A Intrusão".

Por isso, fomos atrás dele para conversar sobre a mudança de ares, abordar as consequências da fama recém-conquistada em seu primeiro papel na TV, entender seus projetos e tudo mais que coubesse num papo cheio de curiosidade e baianidade.  A seguir, os principais trechos!

Luan Argollo, o Plínio de 'Todas as Garotas em Mim'
Fabio Audi
Luan Argollo, o Plínio de 'Todas as Garotas em Mim'



1. Luan, você tem pouco tempo de carreira, mas já conquistou a vaga em um seriado da Record. Quais foram os maiores contratempos pelos quais passou até chegar a esse trabalho?

Quando estava morando em Ilhéus, na Bahia, escrevi em um caderno os meus sonhos. Nem pensava em dificuldade, apenas em viver muito. Nessa época, não imaginava, mas estar longe da minha família, da minha mãe, é uma luta diária que vem com aprendizados para toda a vida. 

Sair de Ilhéus para ir morar numa capital como o Rio de Janeiro com dezenove anos, até conquistar essa oportunidade na série, com 24, foi o que me fez superar as adversidades. Encarei-as e afirmei para mim e para o mundo quem eu queria ser: ator. Continuo escrevendo meus objetivos e traçando metas, com muita fé.

2. Aliás, como foi sua trajetória até estar em "Todas As Garotas Em Mim"? 

Um dia vou escrever um livro sobre minha história. Pegando pontos principais, quando cheguei ao Rio, fiz um teste para "Malhação" pela agência do Sérgio Mattos, da 40° Graus Models, em 2016. Fui até a última fase, não passei. Logo depois, ingressei no curso de artes cênicas Nu Espaço, em Botafogo. Lá tive a sorte de conhecer grandes artistas, como o Yashar Zambuzzi, que dirigiu a peça que apresentamos na formação. Com ele, aprofundei minha paixão pelo ator de teatro.

Em seguida, entrei na sala de aula do cineasta André da Costa Pinto, que me ensinou a contar histórias em 24 fotogramas por segundo e me apresentou o cinema brasileiro e todo o seu enredo. Foi arrebatador. Paralelo a isso, fui barman em eventos, freelancer, palhaço para crianças na Fundação Casa de Rui Barbosa, morei em sete lugares, sempre com pessoas diferentes. É coisa, viu? Estou feliz por estar trabalhando com o que amo. É um privilégio.

Luan Argollo
Fabio Audi
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3. "Tagem" é uma série teen, em que faz o Plínio, um rapaz até mais novo que você. Tem semelhança com o personagem? Chegou a relembrar experiências para compor esse trabalho?

Interpretar o Plínio é divertido por causa desse clima de escola, de não pensar nas consequências, de achar graça de tudo e de passar a maior parte do tempo zoando. No processo de construção, rememorei vivências e me lembrei de amigos e pessoas da família. Gosto disso.

4. E como tem sido seu contato com os admiradores nas redes sociais?

Procuro ter uma relação saudável e sincera com a internet, mesmo tendo que entrar em modo avião muitas vezes. Lidar com fãs é algo com que não estou acostumado, e me impressiona a velocidade com que tudo acontece. Enquanto artista, quero juntar o útil ao agradável, ser profissional e compartilhar mais da minha vida com as pessoas.

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Fabio Audi
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5. Você começou na arte meio que inesperadamente, sendo convidado para uma participação numa série da Disney quando morava em Ilhéus. Acha que é obra do acaso? É religioso?

Desde pequeno, quando estava no estádio Mário Pessoa e rezei para o antigo time de Ilhéus (Colo-Colo) ganhar do Vitória na final do campeonato baiano em 2006 e ele virou, achei que tinha poderes. Fora a brincadeira, acredito que criamos nosso destino e que colocar Deus na frente do que fazemos com fé mexe no universo, agradecendo pelo que já é nosso. 

Na verdade, não esperava ser ator quando chegou a oportunidade da Disney. Fiz por ter relação com o que amava: surfar. Minha mãe me levava à igreja quando criança, e isso foi fundamental. Hoje não tenho uma religião definida, mas acredito em Deus e na força de cocriarmos nossa realidade.

6. O que diria para quem quer entrar para a carreira artística?

Tenha cuidado com cursos que visam só ganhar dinheiro e não formar profissionais. Não permita decidirem seu destino por você. Mesmo que seja difícil ter clareza do que se quer, sonhe com objetivo, trace metas, enfrente sua vergonha e seu medo, escute seu coração e dê espaço para seu espírito criativo guiar sua arte. 

7. Você acha que beleza abre portas?

Sem dúvidas. Mas, para mim, é como um professor me disse uma vez: "Ela pode garantir um ou dois trabalhos, mas não sustenta uma carreira". Quero papéis diferentes também, não ser só o galã.

Luan Argollo
Fabio Audi
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8. Como se vê na vida e na arte daqui a dez anos?

Trabalhando muito, na frente e atrás das câmeras.

9. Luan, você é da Bahia e mora na Cidade Maravilhosa há uns anos para se dedicar à carreira. O que ainda tem dos seus conterrâneos e o que já pegou dos cariocas?

Olha, como baiano, amo uma praia e, aqui, só não gosto da água gelada (risos). Quero continuar com minha essência, e ser de Ilhéus, para mim, é uma riqueza. E me adaptei rápido ao Rio. É um estilo de vida de que gosto muito. 

10. Quais seus próximos projetos? 

Graças a Deus, estou começando o segundo semestre com um novo. Em breve, vou falar mais sobre isso. Quero continuar trabalhando para investir em cursos no exterior.


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