Paraskevi Kotta é uma das participantes mais queridas da atual temporada do MasterChef Brasil
Divulgação/Band
Paraskevi Kotta é uma das participantes mais queridas da atual temporada do MasterChef Brasil


Uma das participantes mais queridas da atual temporada do MasterChef Brasil, Paraskevi Kotta revelou que sofreu mais de 18 abortos espontâneos ao longo de 20 anos de tentativas de engravidar. Após descobrir ser portadora de uma síndrome rara, ela desistiu de ser mãe.


Nascida em Tessalônica, na Grécia, e casada há 33 anos, ela revelou ao site oficial do reality show que recorreu a inúmeros tratamentos médicos para realizar o sonho de ser mãe. Ela e o marido queriam ter quatro filhos.

"Sempre quisemos ter muitos filhos porque amamos o valor da família. Falávamos desde o começo em quatro filhos, mas infelizmente tive muitos abortos. Muitos. Foram mais de 18 abortos. Depois pensei, a vida não é só estar casada ou ter filhos", disse a aspirante a cozinheira.

Paraskevi não disse o nome da síndrome que a acomete, mas explicou que seu organismo produz uma taxa elevadíssima de anticorpos, que provoca uma alteração em seu sistema imunológico. Por esta razão, seu corpo automaticamente elimina o feto por entender que se trata de um "organismo estranho".

"Fiz tudo o que precisava para ter um filho e tratamentos com os melhores médicos da Grécia. Eu gerava o bebê e depois sofria o aborto. Era um aborto muito rápido, às vezes de gêmeos. Quando eu ficava grávida, o meu corpo achava que não era algo bom", comentou.


Grega de alma brasileira

Paraskevi está prestes a completar uma década vivendo no Brasil, e sua primeira vinda ao país se deu por uma visita a parentes de seu marido. Eles ficaram encantados e não quiseram sair daqui.

"O meu sangue é grego e isso nunca vou mudar. Sou grega, mas no meu coração me sinto brasileira. Quando entro no uber, em uma loja ou quando falo bom dia, todos entendem que sou estrangeira. Fico brava quando me tratam como estrangeira. Gente, eu sou brasileira! (risos). Mas de verdade, sempre me abraçaram com muito amor e nunca me senti como estrangeira", disse.

Na entrevista, ela comentou que aprendeu sozinha a falar português, mas que ainda sente dificuldades com a gramática e o tempo verbal. Adaptar-se à cultura brasileira, no entanto, ela tirou de letra.

"Os gregos são um povo muito alegre, assim como os brasileiros. O que me emociona muito é o que vi muitas vezes: pode ser uma família com só um pãozinho, mas se sabe que o vizinho com três, quatro filhos, não tem comida, essa família vai dividir o pãozinho com o vizinho. É o único povo do mundo que faz isso. Vocês são incríveis", falou.

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