
Débora Bloch afirmou nesta quarta-feira (26) que interpretar Odete Roitman em "Vale Tudo" foi mais difícil do que se desvencilhar da personagem, que deixou a tela em outubro. A atriz explicou por que o papel da vilã incomodou durante as gravações e comentou o impacto social das falas da antagonista.
Em entrevista divulgada pela GQ, Débora disse que o desafio esteve no processo criativo e no conteúdo duro que a personagem vocalizava. “A personagem não grudou em mim. Na verdade, é mais difícil entrar nela do que me desvencilhar”, disse.
A atriz contou que Odete verbalizava frases marcadas por discriminação social e racial, o que exigiu preparo emocional para conduzir cada cena. “Era muito cruel e não passo pano, não. Achava desagradável precisar falar tudo aquilo”, afirmou.
Débora afirma que compreender o papel da vilã ajudou a atravessar o desconforto. “Porém, é importante entender a função da Odete na trama e na sociedade. Ela representa uma elite excludente, conservadora e preconceituosa que continua aí.”
A artista avaliou que recebeu o papel em um momento maduro da carreira, ao completar 45 anos de trajetória. “Não acho que foi exatamente um presente. Até poderia dizer isso, mas penso que foi o resultado de anos. E também uma sorte que pintou justamente porque eu estava mais preparada, então pude saborear”, explicou.
O final da novela, com o retorno inesperado da vilã, dividiu opiniões. Durante uma ponte aérea recente, Débora relatou que foi abordada por um fã que buscava saber se ela havia gostado do desfecho. “Respondi que sim, mas ele seguiu insistindo. Percebi que não tinha gostado, mas não queria falar”, contou.























