Natacha estreia pela Gaviões da Fiel
Reprodução/Natacha Horana
Natacha estreia pela Gaviões da Fiel


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus de Natacha Horana, ex-bailarina do Faustão , que foi presa em São Paulo no dia 14 de novembro durante uma investigação sobre lavagem de dinheiro e tráfico de drogas relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) . A decisão foi protocolada na quarta-feira (4) e divulgada pelo colunista Léo Dias.

Publicidade

A defesa de Natacha argumentou que a prisão seria desproporcional, mas o STJ considerou os argumentos insuficientes para reverter a medida.

Na decisão, o tribunal afirmou que o habeas corpus de Natacha Horana Silva está "denegado". Esta foi a segunda tentativa da defesa de obter a revogação da prisão preventiva da ex-dançarina.

Natacha recebeu R$ 246 mil de empresa ligada ao PCC

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN) revelou que a influenciadora recebeu R$ 246 mil de um grupo de empresas vinculado a um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) , Natacha teria um relacionamento com "Colorido", um dos chefes do PCC , e visitado o criminoso várias vezes no presídio federal de Brasília.

Publicidade

Para facilitar as visitas, ela contou com o auxílio de um dos filhos de Colorido, que ajudava na logística e no envio de correspondências.

Colorido, que foi preso em 16 de abril de 2022 em Pernambuco , junto com Natacha , é apontado como um dos principais chefes de rua da facção criminosa.

As investigações revelam que Natacha recebeu R$ 246 mil do Grupo Pará , uma organização envolvida na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Além disso, ela teria movimentado recursos do esquema usando a conta bancária de sua mãe.

A investigação também descobriu que, nos últimos dez anos, a influenciadora recebeu R$ 7,6 milhões em sua conta bancária pessoal. Em uma das empresas registradas em seu nome, foi identificado que o maior depositante foi um CNPJ vinculado à mãe de outro traficante de drogas.

Natacha também realizou transações com a empresa EZ Multimarcas Veículos, que está sob investigação da Operação Fim da Linha, que apura a infiltração do PCC no sistema de transporte público de São Paulo . A operação investiga a venda de mais de 100 carros de luxo e esportivos para indivíduos ligados ao esquema criminoso.

A influenciadora foi presa durante a Operação Argento , que investiga lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e envolvimento com organizações criminosas.

Publicidade

Durante a prisão, a polícia encontrou R$ 119.650 e m dinheiro vivo com Natacha, além de apreender um carro — que ela alegou ser emprestado — e bolsas de grife.

    Mais Recentes

      Comentários

      Clique aqui e deixe seu comentário!