Meghan Markle e Príncipe Harry
Reprodução/Instagram/@sussexroyal
Meghan Markle e Príncipe Harry

Meghan Markle e Príncipe Harry, que estão vivendo nos Estados Unidos desde que deixaram a família real britânica , passaram por um momento difícil que ainda lhes traz dor. A ex-atriz escreveu um artigo para o jornal New York Times contando que sofreu uma perda gestacional em julho de 2020. 

A mãe de Archie escreveu que estava tendo uma manhã como todas as outras, cuidando de algumas tarefas domésticas e do filho, quando começou a passar mal. "Depois de trocar a fralda dele, eu senti uma cólica aguda. Eu caí no chão com ele [Archie] nos meus braços, murmurando uma canção de ninar para acalmar nós dois. A música alegre era um forte contraste com a sensação de que algo estava errado. Eu sabia, enquanto eu abraçava meu filho mais velho, que eu estava perdendo meu segundo", ela escreveu.

Meghan disse que foi ao hospital após passar mal e que Príncipe Harry foi para lá para ficar com ela. "Horas mais tarde, deitada em uma cama de hospital, segurando a mão do meu marido. Eu senti a umidade na palma da mão dele e beijei as juntas dos dedos, molhadas com as nossas lágrimas. Encarando as frias paredes brancas, tentava imaginar como nós iríamos nos curar", relembra.

A ex-duquesa disse entrou em um período grande de reflexão. Ela começou a lembrar de episódios de seu passado, como o encontro com um jornalista na África do Sul e quando viu uma mulher chorando nas ruas de Nova York. Até que chegou a uma conclusão, para começar a superar a dor e o luto de perder um bebê, ela e Harry deveriam se abrir sobre essa história, compartilhar o que estão vivendo com pessoas sofrendo por situações semelhantes e perguntar a si mesmos e aos outros se estão bem.

"Perder um bebê significa carregar uma dor quase insuportável, algo que muitos vivem, mas poucos falam sobre. Na dor da nossa perda, meu marido e eu descobrimos que em uma sala com 100 mulheres, de 10 a 20 delas sofreram com um aborto espontâneo. Mesmo com a impressionante recorrência dessa dor, o assunto continua um tabu, mascarado com uma vergonha indesejada e perpetuando um círculo de sofrimento solitário", Meghan Markle reflete.

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