Em agosto MC Carol fez sua estreia nos cinemas ao interpretar Brenda Lee no filme “No Coração do Mundo”. Porém, a carreira de atriz não interrompeu a de funkeira. Ao iG Gente a cantora falou sobre seu novo álbum, perspectivas e muito mais.

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MC Carol
Reprodução / Instagram
MC Carol

“Eu estou para lançar um álbum, não sabemos se será em final de outubro ou novembro, mas é neste ano. Muitas músicas já estão gravadas. Têm uma chamada Dinheiro na Cama , fala de uma mulher que eu quero ser futuramente. Ela tem muita grana e vários homens, ela é uma mulher de negócios e a letra fala de sexo e dinheiro”, inicia MC Carol

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Dando detalhes sobre a canção, a funkeira se anima: “Têm uma parte da música que ela está transando, contando dinheiro e, na letra, falando que está se filmando para ganhar mais dinheiro”.

Ao entrar no assunto parcerias, a cantora faz um pouco de mistério, mas revela que pode acontecer uma com Valesca Popozuda. “Ainda vamos conversar, mas é para este álbum”.

Muitas vezes usando seu cotidiano como inspiração, Carol não têm pudores ou censura com a sua arte. Devido a isso, ela é constantemente criticada por ser explícita em suas músicas, sobre isso, a cantora não pestaneja: “É o machismo”.

“Homem contar história de sexo, é normal. Agora quando você é mulher, eles ficam horrorizados. O mundo é machista, o País em que vivemos é machista, quando você fala de sexo e canta sobre sexo você sofre", disse ela que completou: "Eu sou atacada por cantar sobre sexo, e assim… eu estou cantando, não estou influenciando pessoas a fazerem isso”. 

O ativismo na música

Feminista assumida, quem ouve as músicas de Carol sabe que cada frase é um manifesto. Ao falar sobre quando ela reparou que precisava se engajar na causa, a MC relembra sua infância.

“Eu nasci feminista. Muitas coisas já me incomodavam quando criança. Eu queria jogar bola com os meninos, e não podia. Eu tinha que sair na porrada para conseguir jogar”. 

“Uma vez pedi para jogar dama, mas se recusaram a me ensinar. Tive que pedir ao meu primo. Em pouco tempo fiquei melhor que todos eles e até hoje eu jogo muita dama”, continuou.

“Eu fui crescendo e fui me incomodando mais, porque fui enxergando outro mundo que eu não sabia que existia, que é o homem batendo em mulher e fui me posicionando com isso”. 

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“Eu nasci com esse espírito de: 'eu tenho que crescer, ser livre, trabalhar, não depender de ninguém', esse era meu pensamento criança. Infelizmente eu não estudei o que eu queria estudar, mas Deus foi muito bom comigo e me colocou no funk. Hoje eu sou muito feliz no meu trabalho porque nunca imaginei conquistar ⅓ do que eu conquistei cantando putaria. Aí me perguntam: ‘o que feminismo têm a ver com putaria?’. E eu respondo: ‘tem tudo a ver’”, finaliza MC Carol reforçando que lutar para cantar o que quer,  sem ser julgada,  também é manifesto. 

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