“O meu disco vai porque ele tem que ir, não posso dar mole pra Kojak!”, diz na lata Alcione quando perguntada porque resolveu lançar esta sexta-feira, no meio da pandemia, “Tijolo por tijolo”, seu primeiro álbum de inéditas em sete anos. Bem guardada em casa, no Rio (“sei que sou do tipo de alto risco, não vou nem no portão”), a cantora de 72 anos não se deixa abater.

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Alcione
Reprodução/Instagram
Alcione


"Sou uma pessoa que teve catapora, caxumba, sarampo, você acha que é qualquer Covid que vai tirar minha alegria? Peço a Deus todas as noites para que retire o vírus desse planeta. Não há mal que dure, vai ficar tudo bem ", diz Alcione .

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Como boa parte dos discos de Alcione, “Tijolo por tijolo” está recheado de sambas, entre os quais a faixa-título, que ganhou um novo sentido com a pandemia.

"Tem muito a ver com o nosso renascimento depois da quarentena. Esse samba remete às pessoas que se veem numa posição de ter que recomeçar suas vidas, é uma injeção de ânimo para qualquer um."

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O disco também tem “Fascínio” (de Paulinho Rezende e Toninho Geraes), uma daquelas músicas que põem em primeiro plano a força do desejo feminino, a despeito de todas as consequências. "Não pode faltar no meu disco um samba desses, ele é a minha cara. 'Te ver, pra mim, é igual a pular de um trampolim', sabe como é que é, né? Meu público quer esse negócio de a gente se rasgar, apaixonada", completa  Alcione .

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