Giovanna Gold interpretou Zefa na primeira versão de
Reprodução/ Globo/ Instagram - 04/07/2022
Giovanna Gold interpretou Zefa na primeira versão de "Pantanal"


A novela “Pantanal” voltou a ser sucesso na TV. Assim como a produção original, o remake da Globo está atingindo boa audiência e agradando aos telespectadores. Mas nem todos gostam da adaptação da trama. A atriz Giovanna Gold, que interpretou Zefa em 1990, diz, com todas as letras, que o novo “Pantanal” é um desperdício.  Além disso, a baiana, de 58 anos, que se mostrou apegada à história original, conta detalhes dos bastidores.

Em entrevista ao iG Gente, Giovanna Gold relata a reação que teve ao saber que seria feito um remake de “Pantanal”: “Quando eu fiquei sabendo, eu achei um desperdício e continuo achando”.

A atriz explica que se doou para a história e, agora que ela está sendo revivida, não recebe nada por isso. “Ela [a trama] viajou o mundo e eu nunca recebi por isso. Só recebi quando o SBT reprisou”, conta. Em seguida, Gold confessa que evita falar do remake: “Eu não posso falar nada, eu não tenho vínculo. Não recebo para falar bem ou mal”.

Mas sobre a produção de 1990 a artista comenta com o maior prazer. Ela diz que as gravações no Mato Grosso do Sul eram muito divertidas e alguns atores se aproximaram bastante, como ela e Marcos Palmeira, mas outros nem tanto.

“Eu dividi o quarto com a Muda (Andréa Richa,) e com a Juma (Cristiana Oliveira) e nós tínhamos dinâmicas completamente diferentes. A Muda foi fazer campanha com Sérgio Reis. Então, gravava e depois pegava um avião para ir para uma cidade no interior do Paraná. Já a Juma dormia o tempo inteiro”, conta Giovanna. 

A atriz explicou que gostava de explorar a região e andar de cavalo, deste modo, se aproximou de pessoas que a acompanhava nos passeios. “Gostava de sair, era mais próxima dos meninos”, diz ela.

Romance com Marcos Palmeira

Zefa e Tadeu se envolvem na novela. Giovanna Gold e Marcos Palmeira, que interpretaram os personagens, se aproximaram bastante nas gravações. Mas o romance quase atravessou as telinhas e foi parar na vida real, pois os dois chegaram a flertar, segundo a atriz.


Ela relata que, na época, “jogou a ideia” dos personagens formarem um casal para o autor da trama, Benedito Ruy Barbosa, que abraçou a sugestão. “Quando eu entrei na novela, diziam que precisavam formar mais casais. Então, eu pensei nele [Marcos Palmeira]’, conta a artista.

Giovanna, então, relembra que já sentia atração pelo ator desde quando estudaram juntos, na escola São Vicente de Paulo, em São Paulo. Por isso, não foi difícil para “algo mais” rolar entre eles. “A gente ficou envolvido. Tivemos um momento muito bonito na estufa de lá, quando ele falou que estava apaixonado e eu falei que também estava”, detalha Gold.

Zefa e Tadeu da primeira versão de
Divulgação - 04/07/2022
Zefa e Tadeu da primeira versão de "Pantanal"

Gold explica porque o romance não foi para frente: ambos estavam comprometidos. “Eu falei: ‘Eu adoro sua namorada e você adora meu namorado e eu acho que não ia ser legal com eles, né? Ele namorava uma produtora e eu namorava um também”, conta a atriz.

Os atores decidiram deixar o romance para os personagens. Entretanto, ela revela que sentiu um incômodo por parte de Palmeira após a decisão: “Acho que ele ficou ferido, sabe? Sabe como é homem, né?”, pondera. 


Gold conta como compôs Zefa


Por fim, Giovanna explica como compôs Zefa. Ela conta que, no início, a personagem só tinha uma fala, que era: “Tudo bem”. “A Bruaca falava: ‘Vamos fazer sopa’. Ela dizia: ‘Tudo bem’. Falava: ‘Vamos cortar cenoura’. A Zefa dizia: ‘Tudo bem’", lembra. 


A partir daí, Gold começou a explorar a personagem: “Eu não perdia uma respiração que fosse da Zefa. Eu aproveitei tudo, eu tenho certeza disso. Então, [a personagem] foi um sucesso porque eu me dediquei, não tem muito mistério”, celebra.

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A atriz explica que adicionava gestos e expressões para a personagem, algo que agradou o público. Segundo ela, as sugestões sempre eram muito bem aceitas pelo autor de “Pantanal”. “A sincronia com o Benedito Ruy Barbosa foi enorme porque eu lançava uma ideia e ele pescava. No próximo capítulo, já tinha uma referência daquilo. Foi muito gostoso para todos nós”, elogia. 

Gold, que também deu a vida à vilã Carmem de “Chiquititas” (2013 - 2015), lamenta a falta de oportunidade no mercado para atores que já fizeram sucesso e, um dia, já estiveram no estrelato. “Se você não é casada com um diretor, se você não é a filha de autor, isso [ficar sem trabalho] é um ritmo normal. Eu terminei de fazer ‘Gênesis’ em agosto, por agora já tinha que estar rolando um novo projeto”, finaliza.

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