Durante uma reportagem ao vivo no "Bom Dia SP" sobre os problemas do transporte público em São Paulo, que segue lotado em meio à pandemia da Covid-19, uma mulher que se identificou apenas como Jaque chamou atenção dos telespectadores. Na manhã desta quarta-feira (2), o repórter Bernardo Bortolotto estava na Linha 11 – Coral da CPTM quando foi surpreendido pela sinceridade da entrevistada.    

Entrevistada e repórter
Reprodução/Globo
Repórter Globo foi pego de surpresa com a sinceridade da Jaque

Jaque subia a escada da estação quando foi surpreendida pelo jornalista que perguntou para onde ela estava indo e, meio confusa, ela respondeu que ia para a República. Foi então que Bernardo questionou: “Como é que está [a situação] do transporte nesses dias?”.  A resposta dela foi a seguinte: “Posso ser sincera? Uma bosta”.

O repórter da Globo ficou sem graça e disse: “Ok, obrigado pela sinceridade”. Gaguejando, ele continuou: “Você que pega esse transporte tem visto muita gente, muita movimentação?”. Jaque falou: “Claro, é a estação mais lotada que tem e quando chega na Luz está muito cheio”.

Bernardo quis saber como era possível manter o distanciamento recomentado com o transporte tão cheio e a entrevistada voltou a falar com sinceridade. “Que distância? Não existe”, disse soltando um risinho. O jornalista comentou que era muito complicado essa situação e Jaque apenas respondeu “isso é Brasil” antes de sair andando.

“Ela está bem revoltada, né? Não é bem revoltada, ela está cansada, a gente percebe um cansaço na voz da pessoa que pega o transporte desse jeito”, comentou o repórter. “Valeu, Bernardo, é isso. A gente acaba se surpreendendo com a sinceridade da Jaque, mas é porque as pessoas muitas vezes não têm a coragem, a facilidade e a naturalidade de falar o que pensa e enfrenta”, completou Rodrigo Bocardi, apresentador do “Bom Dia SP”.

O momento foi comentado pelos telespectadores do jornal nas redes sociais:






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