Hebe Camargo
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Hebe Camargo


Não dá para falar da história da televisão brasileira sem falar dela. Dona de um cabelo loiro marcante e de uma simpatia contagiante, ela conquistou não só a fama, mas o coração de pessoas em todo o país. O sucesso foi tanto, que até série no Globoplay ela ganhou. Em sua homenagem, separamos algumas curiosidades sobre a vida e a carreira de Hebe Camargo.

Nascida em Taubaté, interior de São Paulo, em 1929, ela foi ao longo de sua vida atriz, apresentadora, cantora, radialista e humorista. Seu maior trabalho foi o talk-show, com seu próprio nome e que ficou no ar por incríveis 46 anos. No entanto, além dele, ela fez diversos outros projetos que marcaram sua carreira.

Curiosidades incríveis sobre a Hebe Camargo:

1. Passado simples

Hebe nasceu em uma família humilde, sustentada pelo pai que ganhava dinheiro tocando violino em sessões de filmes. No entanto, quando o cinema falado chegou ao Brasil, ele acabou ficando sem emprego e todos tiveram que se mudar para São Paulo. Esse foi um período muito difícil, em que eles chegaram a passar necessidades. Para ajudar, a futura apresentadora estudou somente até a quarta série para poder trabalhar na casa da tia como empregada.

2. Ela nasceu morena

Apesar das madeixas loiras serem uma marca registrada da apresentadora, ela, na verdade, nasceu com o cabelo castanho, tom que manteve por muito tempo durante a juventude.

3. Um talento prodígio

Hebe iniciou sua carreira no mundo do entretenimento muito nova. Com apenas doze anos, ela se apresentava vestida de Carmen Miranda em programas de calouros. Além disso, participou do grupo “Dó-Ré-Mi-Fá” e, posteriormente, formou uma dupla com sua irmã, Stela, chamada de “Rosalinda e Florisbela”.

Aos quinze anos, ela já se apresentava com cantora em boates e, aos dezesseis, gravou o seu primeiro disco. Graças as canções “Oh! José” e “Quem Foi Que Disse”, ela passou a ser conhecida como “a moreninha do samba”.

4. Esteve presente no nascimento da televisão brasileira

A estrela participou do lançamento da primeira emissora de televisão brasileira, a TV Tupi, em 1950, ao lado do fundador, Assis Chateaubriand. Naquela época, ela chegou a ser convidada para cantar o hino nacional durante a primeira transmissão ao vivo, no entanto, ela não compareceu.

5. Primeiro programa apresentado por mulheres no Brasil

Anos mais tarde, ela foi convidada para apresentar o “O Mundo é das Mulheres”, na TV Paulista, concorrente da Tupi. Essa foi a primeira produção voltada para o público feminino no Brasil, em que a Hebe já discutia questões como o papel das mulheres na sociedade.

6. Trabalhou em cinco emissoras diferentes da TV aberta

Além da TV Tupi, ela passou por emissoras como Bandeirantes, Record, RedeTV! e SBT, sendo essa a que permaneceu por mais tempo, durante 25 anos. Hebe foi uma das apresentadoras com mais programas em diferentes canais.

7. Uma carreira de várias décadas

Uma das curiosidades mais interessantes sobre Hebe Camargo é a duração de sua carreira. A apresentadora trabalhou até o final de sua vida, falecendo com 83 anos e deixando uma longa carreira como sua marca registrada. Seus programas eram um enorme sucesso e tinham uma audiência muito alta. Se perguntavam a ela há quanto tempo estava trabalhando, a resposta era sempre a mesma: “Quantos anos tem a televisão?”.

8. Enfrentou a censura e a Ditadura Militar

Apesar do auge da sua carreira ter acontecido durante a Ditadura Militar no Brasil, ela nunca se deixou censurar. Em seus programas, sempre defendeu a liberdade de expressão e fazia críticas ao regime ditatorial e à repressão por ele imposto.

9. Defendeu os direitos LGBTQIA+

Mesmo não sendo uma atitude muito comum na época, Hebe já falava e defendia os direitos LGBTQIA+ abertamente na televisão brasileira, em plena década de 80. A apresentadora dizia que todos são humanos e que merecem respeito da mesma forma.

10. Falou em rede nacional sobre ter abortado

Na mesma época, ela também admitiu, no programa Roda Viva, ter feito um aborto. Hebe defendeu a atitude e dizia que isso era uma escolha pessoal e que as mulheres deveriam ter liberdade para decidir fazer ou não.

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