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Aposta da Globo para competir com os incômodos "Fofocalizando" e "A Hora da Venenosa" na faixa vespertina, o "Se Joga" estreia sob pressão

A disputa pela audiência na faixa vespertina está intensa desde meados de 2017 e, quando acumulou suas primeiras derrotas em 2018, a Globo percebeu que precisava fazer algo para não ficar atrás de Record e SBT, que triunfavam em polos regionais como Bahia, Goiás e Minas Gerais e incomodava bastante em cidades estratégicas como Rio e São Paulo.

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Globo/Victor Pollak
Érico Bras, Fabiana Karla e Fernanda Gentil vão apresentar o programa "Se Joga"

Fernanda Gentil foi sacada do Esporte da emissora para arejar a área de Entretenimento. O “Vídeo Show” chegou ao fim no início de 2019 em um gesto aparentemente impulsivo. A expectativa pela estreia do programa de Fernanda Gentil em abril não se confirmou e a emissora teve que redesenhar o projeto quando uma pesquisa qualitativa interna mostrou que era alta a rejeição pela apresentadora no perfil que sintoniza a TV aberta no horário.

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Nesta segunda (30) finalmente estreia o “Se Joga” , primeiro projeto tocado sob supervisão de Mariano Boni, atual responsável pelo núcleo de entretenimento da emissora, e que tem Fernanda Gentil como chamariz, mas não protagonista. Ela divide a apresentação com Fabiana Karla e Érico Brás em um programa que parece atirar para todos os lados sem um norte muito definido, pelo menos a princípio.

Seduzindo o público

“O objetivo principal do programa é respirar, arejar. É passar um tempo juntos sem ver o tempo passar. Queremos acalmar a correria do dia a dia, ser aquela horinha ali no início da tarde para a pessoa se divertir, jogar, rir e participar”, diz Fernanda Gentil no material promocional do programa sem dizer muito na verdade.

O “Se Joga” irá ao ar a partir das 14h e vai disputar uma fatia do público que hoje é fiel a programas como “Fofocalizando” e “A Hora da Venenosa”. Para isso, é claro, vai apostar na fofoca e colocar muitas vezes o objeto da fofoca ali, no palco, para participar. Um diferencial e tanto em relação à concorrência. No entanto, o indesviável viés chapa-branca desse formato, vide o “The Voice Brasil” pode afugentar um público entusiasta do veneno e da fofoca mais ácida.

A aposta no humor e no colunismo, que vai da moda à astrologia, desponta como uma ferramenta mais sofisticada, mas é preciso ver como será a reação das redes sociais a essas novidades. A coisa pode não ir além da primeira semana.

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Ambiente (menos) hostil

A Globo programou a estreia da reprise de “Avenida Brasil” para o dia 7, segunda semana do “Se Joga”, estratégia para conter uma eventual fuga de audiência na segunda semana.

O programa chega com os concorrentes cambaleando. O “Balanço Geral” perdeu Reinaldo Gottino, que deixou a Record pela CNN, e o “Fofocalizando” vive período instável na audiência com direito a troca-troca de apresentadores. São circunstâncias que podem favorecer o programa nessa fase inicial, mas o “Se Joga” vai precisar mostrar rapidamente a que veio neste cenário de tanta volatilidade.