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O Conexão Repórter investigou como esse esquema funciona e artistas contam como foram enganados ou tiveram que aceitar para poder trabalhar

O Conexão Repórter da última segunda-feira (01) mostrou como funciona a máfia dos shows em Sergipe. O jornalista Roberto Cabrini conversou com artistas que não sabiam que seus shows faziam parte de um esquema criminoso que causa rombos nos cofres públicos.

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Roberto Cabrini entrevistando um sanfoneiro
Divulgação/SBT
No Conexão Repórter, Roberto Cabrini investiga a máfia dos shows que acontece em Sergipe


Artistas genuínos, que fazem shows mantendo as raízes no sertão nordestino, contam como foram enganados e como a burocracia dificulta o trabalho de quem quer agir dentro da lei. Cabrini teve acesso a notas ficais que mostram como essa máfia dos shows atua.

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O esquema funciona através do superfaturamento e tudo é feito sem que a maioria dos artistas saiba. Em uma nota fiscal, por exemplo, constava que o show de um sanfoneiro custou R$ 5,5 mil para a prefeitura, mas ele recebeu somente R$ 3 mil e o restante do valor vai para um caixa 2.

Em outro caso, o show de outro sanfoneiro custou R$ 90 mil na prestação de conta do município, porém foi repassado apenas R$ 3 mil para o artista local .

Muitos cantores acabam aceitando receber menos do que indica as notas fiscais que são emitidas porque precisam trabalhar e querem viver da sua arte. Em boa parte dos casos, quem não aceita esse tipo de acordo fica de fora dos shows.

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O principal apontado por gerenciar o esquema da máfia dos shows é Téo Santana que, em entrevista a Cabrini, se defende de todas as acusações e diz que é apenas um empresário. Uma das vítimas explica que ele pede para que os artistas entreguem as notas fiscais em branco para ele possa preencher com um valor superfaturado para lucrar com o dinheiro público.