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Apresentadora se arriscou em novo vespertino, mas resultado não tem agradado e “Melhor da Tarde” briga por 1 ponto de audiência

Muito se falou sobre a mudança de Cátia Fonseca, há 15 anos a frente do “Mulheres”, na Gazeta, para a Band. Depois da especulação de assinatura de contrato chegar à mídia, ela primeiro negou, para depois confirmar a mudança de casa. Seu marido, Rodrigo Riccó , diretor do programa atual, já havia sido demitido da Gazeta e é um dos principais nomes por trás do novo acordo.

Cátia Fonseca deixou o
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Cátia Fonseca deixou o "Mulheres" depois de 15 anos e se arriscou na Band com o "Melhor da Tarde"

Sendo assim, no dia 1º de março Cátia Fonseca iniciou uma nova fase com o “ Melhor da Tarde ”. Mas o que se viu até agora não foi nada novo, muito menos “melhor”. O programa parece não seguir muito nenhum cronograma, e cada dia é uma caixinha de surpresas. Essa característica, porém, ao invés de oferecer novidades e deixar o espectador ligado, decepciona diariamente.

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Com o “Mulheres”, Cátia estava acostumada a um público que já conectava ao canal para assisti-la. E ao mudar de emissora, Cátia acreditou que levaria essa audiência com ela. Mas, para se sustentar em um canal maior, a apresentadora e sua equipe deveriam estar cientes que precisariam de algo novo. Afinal, o “Mulheres” continua existindo, e a nova apresentadora, Regina Volpato, tem recebido muitos elogios no posto.

Cabia a Cátia criar algo que a Band ainda não tinha em sua programação que, se não rivalizasse com outros canais, pelo menos racharia a audiência. Uma mistura de “Mais Você”, “A Tarde é Sua” e o próprio “Mulheres”, o “Melhor da Tarde” se tornou um genérico com menos atrativos que todos os anteriores.

“É um marco, uma virada, o momento mais importante da minha carreira”, chegou a afirmar a apresentadora antes da estreia. Mas, na prática, não é possível ver esse momento de virada.

Debates do século passado

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"Melhor da tarde" debate temas aleatórios sem se aprofundar nem buscar especialistas

Em sua mesa redonda, a apresentadora recebe parte de seu elenco fixo em rodízio, além de convidados como Juju Salimeni ou Joelma. Na quarta-feira (11), ela recebeu a ex-BBB Francine, além de seu repórter Alex Sampaio e o coach Ricardo Ventura para debater “o que as mulheres gostam”.

Sem nenhuma curadoria de convidados, os homens destilaram comentários machistas levados como piadas. Se compararmos com Fátima Bernardes, por exemplo, quando ela se propõe a debater certo tema, busca levar especialistas diversos para comentar sobre o assunto e expor opiniões distintas.

No caso do “Melhor da Tarde”, o debate ficou pobre e singular. Nem mesmo as investidas da apresentadora como feminista foram suficientes para gerar um conteúdo interessante. Antes na mesma semana, a primeira hora do programa, que é exibida apenas em São Paulo, se dedicou exclusivamente a uma receita. Nem Ana Maria Braga leva tanto tempo para finalizar um prato.

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A carta mais recente foi a “pizza gigante”. Numa tentativa de gerar conteúdo na mídia, que poderia repercutir o assunto, Cátia se pendurou em um guindaste na última quarta-feira (18) para ajudar a preparar a “maior pizza do Brasil”. O recorde foi alcançado, mas a audiência não.

Com apenas 2.7 pontos na sua estreia, o programa perdeu metade desse baixo valor nos primeiros quinze dias. Atualmente, o “Melhor da Tarde” briga para conseguir 1 ponto de audiência.

Pauta

A última tentativa de gerar mídia para o programa foi pendurar Cátia em um guindaste para fazer uma pizza gigante
Reprodução/Band
A última tentativa de gerar mídia para o programa foi pendurar Cátia em um guindaste para fazer uma pizza gigante

A sensação é que o “Melhor da Tarde” se beneficiaria de uma boa reunião de pauta. A apresentadora tem bons convidados a sua disposição, além de tempo para falar de diversos assuntos, como já o faz. Mas tudo parece “jogado”, como que para ocupar o tempo que fica no ar. Não existe uma curadoria desses convidados, nem dos temas debatidos, muito menos uma proposta clara do motivo deles estarem lá.

Um programa pode até parecer como uma tarde entre amigos tomando café, mas o que o diferencia e faz com que as pessoas o assistam ao invés de convidar amigos para um café, é justamente sua capacidade de apresentar algo diferente.

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No “Melhor da Tarde”, Cátia Fonseca faz uma colagem de diversos segmentos que funcionam ou não em outros programas, e cria seu próprio Frankenstein. Por enquanto, ele está vivo, mas pode não durar muito tempo mais.