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A mulher da década de 80, Luma de Oliveira, também deu o ar de sua graça na redação da Playboy em São Paulo e Romário de Oliveira conta tudo

Sou um privilegiado! Trabalhar na redação de Playboy parecia um sonho. Vi, ouvi e vivi histórias que jamais esquecerei dos meus bons tempos na redação. Como o dia em que a equipe recebeu duas visitas ilustres. Pela manhã, uma morena deslumbrante circulava pelos corredores da Editora Abril. Ela se chamava Luma. Na época, ela era apenas “a irmã da atriz Ísis de Oliveira", mas roubou a cena: todo mundo queria conhecer a deusa que posou pela primeira vez em agosto de 1984 e virou uma paixão nacional.

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Luma de oliveira em um de seus ensaios para a Playboy
Reprodução/Playboy
Luma de oliveira em um de seus ensaios para a Playboy

Luma foi uma das estrelas da edição que comemorava o nono aniversário de Playboy . Horas depois, tumulto no prédio, correria, confusão... Eis que surge a Roberta Close, um dos destaques da edição de maio de 1984 (a estrela da capa? Lídia Bizzocchi, uma das "morenas do programa Flávio Cavalcanti"). La Close resolveu dar uma passadinha por lá. Luma arrancou suspiros, mas foi Roberta Close quem tumultuou a recepção e quase interditou as escadarias da Editora Abril.

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Colegas de trabalho me contaram que o curioso é que enquanto ela permaneceu na redação apareceram funcionários para fazer faxina fora do horário, consertar os telefones, dar um jeitinho nas torneiras do banheiro (que nem estavam quebradas!), se oferecendo para fazer matérias, passar para tomar um cafezinho, matar a saudade dos colegas de trabalho... Todo mundo queria dar um "close" nela! O mais curioso é que as duas estrelaram a edição de março de 1990, seis anos depois. Dessa vez, Roberta Close como uma "mulher de verdade" e Luma como a "mulher da década".

Anos depois, tive o prazer de presenciar outras visitas inesquecíveis à redação de Playboy. "A Mara está subindo!”, anunciou a secretária. Era a minha primeira semana de trabalho, fiquei curioso, afinal, eu só conhecia a apresentadora pela TV. A repórter Mônica Bergamo (hoje, colunista badalada) me adiantou que sempre que a Mara ia à redação era uma festa. E eu pude comprovar isso...

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A então apresentadora do SBT surge muito bem acompanhada de uma ninfeta morena de olhos claros: Valeska, uma das suas assistentes de palco. Chega sorrindo, cumprimenta todo mundo e segue em direção às editoras de fotografia. “Vamos tirar a roupa dela?!”, sorri Mara para Kiki Romero. SIM! Vamos tirar a roupa dela...

Roberta Close
Reprodução
Roberta Close

 Enquanto Valeska acerta detalhes sobre a sua aparição na seção "Panteras, Gatas & Coelhinhas", Mara circula pela redação, cumprimenta todo mundo, caminha de um lado para o outro, fala sem parar, dá altas gargalhadas e quer saber tudo sobre as próximas edições. Uma simpatia! Ao ser informada que eu acabara de chegar da Bahia, sentou-se ao meu lado para conversar. Doce, Mara. Doce lembrança! Um repórter chamado Leonardo aproveita a presença e o bom humor da apresentadora para fazer uma entrevista para a seção "Mulheres".

Mara é detalhista ao narrar a sua resposta sobre algo relacionado ao amor. Afasta a máquina de escrever e os papéis (sim, era época das máquinas de datilografia), quase chega a deitar-se em uma mesa e tenta reproduzir a cena da qual descreve. Todo mundo assiste, ligados, como se estivéssemos diante da apresentadora em seu programa de TV. Ao sair da sala e se deparar com aquela cena, Dulce, a diretora de redação de Playboy,  pisca os olhos e faz uma cara estranha, como quem pensa: “Oxente! O que é isso, bichinha?”. Ah... É a alegria, a vibração e o alto astral baiano, Dulce.