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Fontes presentes na secretaria do Audiovisual afirmaram que a ex-secretária precisou ser retirada do prédio por seguranças por não aceitar a decisão

O secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, exonerou Katiane de Fátima Gouvêa, secretária de Audiovisual, nesta quarta-feira (11). Katiane recentemente gerou polêmica ao barrar a exibição do filme brasileiro "A Vida Invisível", do diretor Karim Aïnouz, durante um programa de capacitação de servidores da Ancine.

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Secretária de Audiovisual é exonerada por Roberto Alvim arrow-options
Divulgação/Ministério da Cidadania
Katiane de Fátima Gouvêa ao lado de Roberto Alvim. Ao ser exonerada, ela o chamou de "traidor"

Em nota, a Secretaria de Cultura não comenta o episódio com o longa e explica apenas que Roberto Alvim tomou a decisão de exonerar Katiane após saber de suspeitas de irregularidades na campanha dela para deputada federal no ano de 2018. Na ocasião, a ex-secretária se candidatou ao cargo pelo PSD, mas não foi eleita.

"Até que esses fatos sejam devidamente esclarecidos pela autoridade competente, o secretário decidiu por bem, em nome da lisura da coisa pública, afastá-la de suas funções de imediato", afirma o texto.

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Segundo informações da revista  Veja , alguns servidores da Secretaria de Audiovisual relataram que Katiane precisou ser retirada do prédio por seguranças por não aceitar a demissão. Além disso, ela teria chamado Alvim de "traidor".

Katiane de Fátima Gouvêa não tinha experiência na área cultural e assumiu o posto na secretaria como braço direito de Roberto Alvim em 27 de novembro. Mesmo estando apenas duas semanas no cargo, a trajetória dela é marcada por uma polêmica. Depois que ela não quis que o filme " A Vida Invisível " fosse exibido na Ancine, o diretor do longa a acusou de "censura".

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"Existe uma guerra ideológica cega que vai contra interesses econômicos. O desmonte do audiovisual no Brasil afeta um forte setor econômico. É estrategicamente incongruente. Em vez de o governo apoiar uma indústria que dá retorno financeiro e representa o país no mundo, decide nos boicotar", declarou Aïnouz à Veja .