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Sem conexão com a história construída pela empresa do Mickey, obra estreou no Brasil com com requintes de originalidade e muito humor

Estreou no início de novembro “Aladdin”, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo. Com direção de Carla Candiotto, a peça, voltada para o público infantil, aborda temas atuais, como feminismo, amor pela arte e diversidade, mostrando-se capaz de agradar muito mais do que crianças.

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Divulgação
Cena de Aladdin, o musical

No palco, uma carroça personalizada se transforma em inúmeros cenários e funciona como teatro ambulante. Em cena, 12 atores e um pianista interpretam uma trupe de artistas que viajam pelo mundo contando histórias, à ocasião, a de Aladdin .

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Apesar de ter ganhado grande notoriedade sob a perspectiva da Disney , a história do ladrãozinho foi contada de maneira diferente e muito atrativa, de modo que as duas versões, se comparadas, demonstram exorbitante distância uma da outra.

Apesar da diferença entre as obras, a peça não peca em nada, muito pelo contrário, personagens como o Gênio, o Tigre e o Tapete Mágico tornam-se bem mais interessantes. Enquanto isso, o protagonista inevitavelmente têm sua estrela minguada diante do crescimento dos demais personagens - o que não simboliza perda alguma para o público.

Contando com um punhado de apoiadores, a parte visual e técnica da peça não deixou a desejar e mostrou-se organizada e avançada, reproduzindo, inclusive, o icônico e romântico momento da animação em que o Tapete Mágico levanta voo.  

Já o roteiro, mesmo sendo infantil, mostrou-se mais refinado e moderno, tudo isso sem deixar nada descosturado. A exemplo de Jasmine, que na peça é uma amante da dança, ou o protagonista, que no filme é órfão, mas nos palcos têm mãe. 

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Divulgação
Aladdin , Gênio e Jasmine

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Repleto de magia, engraçado, lapidado e diferente da versão Disney, Aladdin , mesmo voltado para crianças, é um espetáculo para todas as idades. Aos interessados, a peça será encenada até 08 de dezembro, sempre aos sábados, às 15h00.