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Atriz comentou da falta de investimento em cinema do Governo Collor e comparou com situação atual: “achei que não passaria por isso de novo”

Os problemas enfrentados pelo cinema nacional em 2019 lembram a Marieta Severo no período pré-retomada, nos anos 1990, com o Governo Collor. Em uma entrevista para o Canal Brasil, a apresentadora comentou o momento atual, e mostrou indignação com a perseguição a produção nacional: “Que momento é esse muito louco que eu achei que não ia viver de novo na minha vida”, declarou a atriz.

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Divulgação/TV Globo
Marieta Severo

Como Carlota Joaquina no filme homônimo de 1995, Marieta Severo foi responsável justamente pela retomada do cinema nacional, depois de anos de baixa produção: “Com o Collor, ele terminou com a Embrafilme num processo muito vingativo com os artistas. A gente tinha uma produção de cento e poucos filmes por ano. Eu me lembro que a gente caiu para um filme. Foi uma catástrofe”.

Ela recorda, porém, a contribuição de seu filme, dirigido por Carla Camurati para mudar esse cenário, já com Collor fora do poder: “não adianta. O que aconteceu? Eu tenho a honra suprema de “Carlota Joaquina” ter virado símbolo da retomada graças a Carla Camurati”, celebra.

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“A arte, a ficção, a cultura sempre renascem. É fundamental para o ser-humano, é fundamental para o país. É a alma do país, que mostra para o mundo quem a gente é. Agora vieram de novo em cima da gente. Foram em cima da Ancine , pararam as produções”, continuou.

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Ainda assim, citando o exemplo do filme de 1995, Marieta Severo deixou seu recado: “a gente retoma (o cinema). A gente sempre retoma e sempre retomará”.