O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, citou nesta terça-feira (06) a necessidade de alinhamento do "produto" da Agência Nacional de Cinema (Ancine) "com um sentimento cristão". Ele disse que o presidente está analisando todas as possibilidades em relação ao futuro da agência.

cena de divino amor
Divulgação
"Divino Amor", filme de Gabriel Mascaro brasileiro lançado em 2019

“É muito importante que o produto da Ancine esteja alinhado com o sentimento da maioria da nossa sociedade, um sentimento de dever, de cultura adequada, um sentimento cristão”, afirmou.

Leia também: Servidores da Ancine temem aprovar projetos que contrariem o governo

Ele também usou a palavra "reorientar" para se referir às mudanças necessárias à Ancine: “É desse jeito que o presidente vem sempre defendendo, e às vezes até mesmo buscando reorientar o produto advindo da Ancine”, disse.

Rêgo Barros explicou que “eventualmente” o presidente poderá trazer a sede da agência para Brasília. Ela atualmente fica no Rio de Janeiro. No sábado (03), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, havia feito um apelo por meio de redes sociais para que Bolsonaro mantenha a Ancine no estado.

Desde julho, Bolsonaro deu diversas declarações sobre a produção audiovisual brasileira. Disse que era necessário estabelecer "filtros" temáticos para as produções aprovadas pela Ancine para receber verbas do Fundo Setorial e da Lei do Audiovisual, citando como "mau" exemplo " Bruna Surfistinha ", filme de 2011 sobre uma ex-garota de programa. Tais declarações condicionavam os filtros à manutenção da agência.

Na última sexta-feira (02), o presidente reconheceu que poderia recuar na decisão de acabar com a Ancine "devido aos empregos gerados pelo setor audiovisual": “Se tiver que recuar, eu recuo. Quantas vezes vocês falam que eu recuei?”, disse Bolsonaro.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários