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Josias Teófilo explica que a ideia de acabar com a Ancine deve refletir até nos filmes religiosos que o presidente da República gosta de assistir; veja mais

Para o cineasta pernambucano Josias Teófilo , Jair Bolsonaro está “muito mal assessorado”. O diretor se viu recentemente no meio de uma polêmica ao viralizar a notícia de que seu documentário “Nem tudo se desfaz”, sobre os eventos que levaram à eleição do atual presidente da República, foi autorizado pela Ancine a captar R$ 530 mil por meio da Lei do Audiovisual — mecanismo pelo qual pessoas ou empresas investem num filme via renúncia fiscal.

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Reprodução/ Instagram @josiasteofilo
Josias Teófilo

Nesta quinta-feira (26), Bolsonaro afirmou nas redes sociais que “sugeriu” suspender a captação para o longa por ser contra “o uso de dinheiro público para esses fins”. E voltou a defender a extinção do Órgão.

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Bolsonarista e aluno de Olavo de Carvalho, o cineasta, que ganhou fama com seu documentário “Jardim das aflições” (2017), sobre o ideólogo de direita, se diz a favor da Lei do Audiovisual e rebate:

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"Se Bolsonaro acabar com a Ancine , será o dilúvio. Vai acabar com o cinema brasileiro, inclusive com os filmes evangélicos de que ele tanto gosta. Não vai poder ter filme nenhum", diz Teófilo.