Tamanho do texto

Com música de sucesso na novela "A Dona do Pedaço", banda lança Nego Lindo sem ligar para possíveis rótulos: "Não há essa conotação racista"

Os anos 1990 estão na moda novamente, e com eles o samba do Raça Negra. A banda paulistana de pagode está na trilha da novela “A dona do pedaço” com um de seus grandes sucessos, o samba-rock Cheia de Manias,  tema de Maria da Paz, personagem de Juliana Paes, protagonista da trama de Walcyr Carrasco.

Leia também: Renovado, Raça Negra celebra popularidade com projeto especial

Raça Negra
Reprodução/Facebook
Com mais de três décadas na estrada, Raça Negra conquista todos os dias novos fãs com seu samba melódico


Para surfar nessa onda, o grupo liderado pelo vocalista Luiz Carlos lançou na noite de quarta-feira (3) uma nova canção , a bem-humorada Nego Lindo , com um pocket show em um bar da Zona Oeste de São Paulo. Em entrevista logo após o show, Luiza Carlos, do Raça Negra falou sobre a dificuldade para emplacar canções novas.

Leia também: Primeira consulta de Marília Mendonça após gravidez ser anunciada 

"Por mais que façamos coisas novas, temos muito tempo de carreira, as pessoas querem escutar as antigas. Cantei uma nova em um show recente, mas o pessoal não quer saber: 'Você não vai cantar Cigana ? Não vai cantar É tarde demais ?'. Por um lado, é legal, porque você pensa melhor no que vai fazer. Por mais que eu tenha fundado o Raça Negra, não aguento mais cantar as mesmas músicas (risos). O nosso patrão são os fãs, então temos que fazer a vontade deles. Porque música nova, tem aos montes."

Leia também: Má publicidade? Paula Fernandes tenta lacrar, mas é crucificada pela internet

Em relação à Nego Lindo , o cantor diz que não vê possíveis conotações racistas . "Acho uma grande gozação. O povo tem mania de falar: 'Ô, meu nego'. É uma forma de chamar as pessoas carinhosamente. Não há essa conotação racista, porque assumo o que sou, minha cor e minha raça."

O vocalista continua: "Já me perguntaram até do nome da banda, Raça Negra . Não tem conotação política, social e nem racial. Lembra minha mãe, porque era a única mulher que me achava lindo. Vão dizer: 'Mas esse negão é metido, não?' (risos)".


    Leia tudo sobre: músicas