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O espetáculo inédito, que tem Carmo Dalla Vecchia no elenco, terá uma curta temporada em São Paulo, no Teatro Alfa, e mostra o poder da dança

Em um cenário machista, um menino se destaca por querer dançar ballet. O musical Billy Elliot tem uma história simples, mas de muita grandiosidade. O espetáculo, que venceu 10 Tony Awards e conta com músicas de Elton John, ganha montagem inédita no Brasil e estreia em São Paulo, no Teatro Alfa, nesta sexta-feira (15) e terá uma curta temporada.

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Divulgação/João Caldas
"Billy Elliot" chega ao palco do Teatro Alfa e conta a história de um menino que sonha em ser bailarino


A produtora que conseguiu o disputado direito de montar o espetáculo com liberdade criativa é o Atelier de Cultura. “Temos um Billy Elliot especial para entregar ao público, é o mesmo espetáculo só que com uma pitada de brasilidade”, fala Carlos Cavalcanti, um dos produtores associados. O cenário, o figurino e o design de luz foram feitos no Brasil, mas sem perder a essência do espetáculo original.

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O musical gira em torno de Billy, um garoto que deixa as aulas de boxe após descobrir uma paixão pela dança. O problema é que o sonho de ser um bailarino é ameaçado quando seu pai, interpretado pelo ator Carmo Dalla Vecchia, descobre que o filho frequenta as aulas de dança. Em paralelo, o espetáculo aborda a greve dos mineiros britânicos que aconteceu entre 1984 e 1985.

Elenco infantil é destaque em Billy Elliot 

Tiago Sousa é um dos atores mirins que dão vida ao Billy Elliot e a foto é de uma das cenas mais aguardadas do musical
Divulgação/João Caldas
Tiago Sousa é um dos atores mirins que dão vida ao Billy Elliot e a foto é de uma das cenas mais aguardadas do musical


Pedro Sousa, de 10 anos, Richard Marques, de 14 anos, e Tiago Sousa, de 12 anos, são os atores mirins que dão vida ao personagem título. O diretor do espetáculo é o canadense John Stefaniuk, que é responsável por dirigir montagens de clássicos como “O Rei Leão” pelo mundo. Ele faz questão de evidenciar o talento dos meninos protagonistas que precisam dançar ballet, cantar, atuar, sapatear e até voar em cena.

John diz que percebeu que o Brasil é um país muito caloroso, muito família e isso o ajudou a conduzir os atores durante os ensaios. Quem também sentiu esse calor do povo brasileiro foi a coreógrafa associada Barnaby Meredith, que acredita que o Brasil colocou Billy em um novo lugar e brinca que nunca recebeu tantos abraços antes.

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A dança é o coração desse espetáculo e, por isso, não houve alterações na coreografia original criada por Peter Darling. O iG Gente acompanhou um ensaio geral do espetáculo e adianta que o público pode esperar uma superprodução que emociona, diverte e não deixa nada a desejar. A temporada de Billy Elliot vai até o dia 30 de junho, com apresentações de sexta-feira a domingo e os ingressos custam de R$ 75 a R$ 310.