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“Pantera Negra” e “Nasce Uma Estrela” dominam ano marcado pela força feminina e retorno de bandas celebradas com novos álbuns

Pop, rock, rap, MPB, pagode e k-pop. Não importa o estilo de música favorito de cada um, 2018 conseguiu suprir as necessidades por novidades, mesmo com grandes artistas de fora da cena. Nessa retrospectiva 2018, relembraremos o melhor do cenário musical neste ano, que não deixou a desejar.

Trilhas sonoras dominaram ano que teve muito pop, rap e mistura de ritmos brasileiros
Divulgação
Trilhas sonoras dominaram ano que teve muito pop, rap e mistura de ritmos brasileiros

O maior destaque na música em 2018 foram as trilhas sonoras. Há tempos os filmes não geraram grandes hits, mas este ano duas produções se superaram nas paradas. Em fevereiro Kendrick Lamar comandou a trilha de “Pantera Negra” que gerou singles como All The Stars .

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Já em outubro foi a vez de Lady Gaga retornar às paradas, dessa vez com as músicas de “Nasce Uma Estrela”, incluindo Shallow . Por fim, Lin-Manuel Miranda e Emily Blunt comandam a nova versão de “O Retorno Mary Poppins” que tem músicas novas, incluindo Trip A Little Light Fantastic .

Dominação pop

BTS
Reprodução/Instagram
BTS

Já no pop as principais cantoras ficaram de fora dos lançamentos – e ainda assim tiveram novidades. Beyoncé, Miley Cyrus e Anitta não divulgaram novos discos solo em 2018, mas as três surgiram com novos projetos que agitaram o cenário musical. 

Bey lançou, ao lado de Jay-Z, o álbum “Everything Is Love” que entrou na lista dos  melhores álbuns internacionais do iG Gente , e embarcou numa extensa turnê mundial. Miley retornou a sua forma pop e, chegou tarde, mas garantiu seu espaço na música com Nothing Breaks Like a Heart , parceria com o produtor Mark Ronson.

Já Anitta lançou uma série de músicas, desde parcerias internacionais como Machika com J Balvin a nacionais como Fica Tudo Bem ao lado de Silva. Ela ainda coroou o ano com um EP, “Solo”, com três faixas em três idiomas: inglês, português e espanhol. 

Outras divas pop voltaram em grande forma, como Mariah Carey que retornou depois de quatro anos com “Caution” e Christina Aguilera presenteou os fãs com “Liberation”.

Ainda falando em pop, o BTS dominou a cena em 2018. A banda lançou “Love Yourself: Answer”, que fecha uma trilogia iniciada em 2017 com “Her” e “Fear”. Sucesso na Coréia do Sul e na Ásia em geral, o BTS entrou no mercado fonográfico americano, alcançando o primeiro lugar na Billboard e lotando estádios com sua turnê no país.

Do Brasil para o mundo

Em família: Tom, Zeca. Moreno e Caetano Veloso se uniram para cantar clássicos do percussor da Tropicália
Divulgação
Em família: Tom, Zeca. Moreno e Caetano Veloso se uniram para cantar clássicos do percussor da Tropicália

A música internacional pode ter entrado nas paradas brasileiras, mas esse foi um ano muito positivo para os artistas nacionais. Logo no começo do ano Caetano Veloso lançou “Ofertório” ao lado de seus filhos Tom, Zeca e Moreno. Com repertório de toda sua carreira, ele rodou o Brasil e a Europa em família.

Enquanto isso, Gal Costa lançou “A Pele do Futuro” que, como o nome já diz, não olha para o passado e busca novas referências em suas faixas. Entre as colaborações do trabalho estão Marília Mendonça, Silva, Tim Bernardes e Emicida. Mas, deu tempo de fazer uma nova parceria com Maria Bethânia e as duas dividem os vocais em Minha Mãe .

Silva lançou o celebrado “Brasileiro”, IZA estreou com “Dona de Mim” e Baco Exú do Blues superou seu disco de estreia e lançou um álbum emocionado e que transcende o rap em “Bluesman”.

A música nacional também foi representada no Grammy Latino, com IZA, Chico Buarque e Rubel indicados em diversas categorias. O sucesso Sua Cara de Anitta e Pabllo Vittar, além de Downtown , da carioca com J Balvin, também se destacaram na premiação.

O cenário brasileiro, porém, não para por aí. Com uma infinidade de gêneros, o ano foi grandioso para outros estilos. No pagode, A banda Atitude 67 dominou com o hit Cerveja de Garrafa , além de Ferrugem que se estabeleceu como um dos maiores nomes do estilo com o álbum ao vivo “Prazer, Eu Sou Ferrugem”. 

Pelo Brasil, Luan Santana continuou se mostrando um dos cantores mais amados. Em seu “live-móvel” ele rodou o País, aparecendo de surpresa em cidades como Estrela do Indaiá, em Minas Gerais, ou no Povoado Assentamento Olho D’água do Meio, sertão de Alagoas. Marília Mendonça também usou os quatro cantos do país para gravar suas novas músicas, que ela tem lançado aos poucos. No final, o projeto resultará em seu novo álbum, “Todos os Cantos”.

Retornos triunfais

Arctic Monkeys continua a busca pelo novo em
Reprodução/Instagram
Arctic Monkeys continua a busca pelo novo em "Tranquility Base Hotel & Casino", lançado este ano

A retrospectiva 2018 também é marcada por retornos triunfais de artistas celebrados. Os ingleses do Arctic Monkeys voltaram com um novo conceito em “Tranquility Base Hotel & Cassino”, bem diferente dos discos que marcaram o início da carreira da banda. O Gorillaz lançou o “The Now Now” e o Smashing Pumpukins lançou o primeiro disco com a formação original em anos com “Shiny and Oh So Bright”.

Marcelo D2 também veio cheio de novas referências com “Amar é para os Fortes” e Pitty quase engatou disco novo, mas após o lançamento de alguns singles, deixou o próximo álbum sem data para estrear. Quem também anunciou um retorno improvável foi o Los Hermanos, que prometeu turnê e disco para 2019.

Para completar, Drake exagerou na dose com o longo “Scorpion” com 25 músicas, enquanto The Weeknd economizou em “My Dear Melancholy”, EP com seis faixas. Paul McCartney foi inventivo com “Egypt Station”, Cardi B dominou o rap com “Invasion of Privacy”, Shawn Mendes derreteu corações com seu disco nominal e Harry Styles serviu os looks durante a turnê de seu primeiro disco.

O ritmo latino e o rap dominaram o ano na música , mas 2018, confuso e complicado como foi, se refletiu em misturas boas, discos inventivos e artistas inspirados.

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