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Brasileiro Alok, sueca Zara Larsson, bandas indies, pesadas e o rap político e debutante de Rincon Sapiência marcaram a sexta-feira no festival de música

Mais uma vez, o Autódromo de Interlagos foi invadido pela música no festival Lollapalooza 2018. O evento que teve início nesta sexta-feira (23), trouxe grandes nomes da música brasileira e internacional para pertinho dos fãs. A manhã foi comandada pelos músicos brasileiros, como Plutão Já foi Planeta, Selvagens à Procura de Lei e Vanguart. Apesar do horário não tão nobre no festival, as bandas conseguiram emplacar um bom público, que chegou com toda a energia para celebrar a sétima edição do evento em São Paulo.

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Fogos de artifício no fim da primeira noite de Lollapalooza Brasil em 2018
Flickr/Lollapalooza
Fogos de artifício no fim da primeira noite de Lollapalooza Brasil em 2018


No início da tarde, o rapper Rincon Sapiência fez a sua estreia no Lollapalooza em um show memorável que fez com que o público tirasse o pé do chão. Mesmo os fãs de rock que carregavam camisetas do headliner Red Hot Chili Peppers se arriscaram em ecoar as rimas do paulista nos seus hits como  Ponta de lança (Verso Livre) e  Meu Bloco . O show ainda teve a participação de IZA, uma das revelações de 2017, que lançou recentemente a canção  Ginga  com o rapper. Bastante político, o show relembrou o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) na última semana, trazendo sua foto no telão e Rincon deixou o palco em um chamado do público para olhar pela situação da vereadora e reafirmando a necessidade de resistência da população negra no Brasil.

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Poucos metros dali, os fãs de rock puderam bater a cabeça no show do Volbeat, no palco Onix. Lotado, a banda dinamarquesa de heavy metal arrastou fãs fiéis fazendo com que a garoa que começava a cair no Autódromo de Interlagos nem fosse sentida por conta do calor do público. Ao fim do show, a plateia se dividiu entre o palco Budweiser e Axe. No primeiro, a banda de rock alternativo Spoon atraia os fãs de uma música mais indie, enquanto Oh Wonder conquistava os ouvintes de pop, em um show mergulhado em discursos afirmativos.

A sueca Zara Larsson se apresenta no Lollapalooza Brasil
Flickr/Lollapalooza
A sueca Zara Larsson se apresenta no Lollapalooza Brasil

A noite caiu e com ela um dos shows mais esperados do dia. Chance The Rapper , invadiu o palco Budwieser. O público que lotou o gramado mostrou que o rap também tem o seu espaço no Lollapalooza – e possui um lugar pra lá de prestigiado. Do outro lado, no palco Onix, LCD Soundsystem retornava ao festival para um show que misturava o rock com o eletrônico cativando o público da frente até os que estavam mais afastados que não se mostravam parados diante dos hits.

O palco Perry, que este ano se consolidou com uma grande estrutura este ano, mostrou que o festival também abre os braços para a música eletrônica. Sempre cheio, muitos fãs do Alok, a grande atração do dia no segmento, não arredaram o pé do local que teve uma programação cheia desde às 12h40. No cair da noite, com o show da dupla canadense DVBBS, já não havia espaços vazios na região e os shows de pirotecnia tomavam conta do palco enquanto o público enlouquecido mostrava que o Lollapalooza também é lugar de DJ.

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O DJ brasileiro Alok agita as pistas no primeiro dia de Lollapalooza Brasil
Flickr/Lollapalooza
O DJ brasileiro Alok agita as pistas no primeiro dia de Lollapalooza Brasil

O primeiro dia do Lollapalooza terminou com um saldo positivo, tanto na energia do público que deixou o Autódromo do Interlagos satisfeito quanto pela organização, que se mostrou mais madura nesta sétima edição. O festival ainda segue no final de semana trazendo Pearl Jam no sábado (24) e The Killers no domingo (25).

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