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Longa francês ambientado no Uruguai apresenta o drama de uma mãe prestes a resgatar o filho cinco anos após ele ter sido sequestrado pelo pai

Existe um cinema que se pretende globalizado no sentido da produção e da universalidade temática e globalizante na esfera dos conflitos e do arremedo narrativo. É o caso de “O Filho Uruguaio” , de Oliver Peyon , que estreia nesta quinta-feira (8) no Rio de Janeiro e em São Paulo e expande seu circuito ao longo das próximas semanas. O longa francês ostenta a inteligência e assertividade do cinema da França combinada à dramaticidade do latino-americano.

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Cena do filme O Filho Uruguaio, que estreia nesta quinta-feira (22)
Divulgação
Cena do filme O Filho Uruguaio, que estreia nesta quinta-feira (22)

Sylvie (Isabelle Carré) viaja da França ao Uruguai determinada a resgatar o filho Felipe (Dylan Cortes), que foi sequestrado há quatro anos pelo pai. Ela recebe a ajuda do assistente Mehdi Ayadi (Ramzy Bedia), que se solidariza com seu flagelo e busca ininterrupta pelo filho. Chegando ao Uruguai, no entanto, Sylvie percebe que será ainda mais difícil resgatar, no sentido etimológico da palavra, seu filho. Já que o menino é feliz e vive com a tia (Maria Dupláa) após a morte do pai. Para ele e para a tia, a mãe morrera em um acidente.

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Cena do filme O Filho Uruguaio, que estreia nesta quinta-feira (1º) em quatro cidades brasileiras
Divulgação
Cena do filme O Filho Uruguaio, que estreia nesta quinta-feira (1º) em quatro cidades brasileiras

A proposta do longa, portanto, é discutir não só a amplitude da maternidade, como a noção de justiça com o devido trânsito de perspectivas. Nesse aspecto, o filme de Peyon busca referência na posição da Justiça de família que precisa arbitrar conflitos tão delicados e complexos como o que “O Filho Uruguaio” cristaliza. A ideia é ter sempre o bem-estar da criança como norte, mas é indesviável a sensação de impotência, de dor e comiseração. Algo que Peyon, com os préstimos de um elenco entrosado e em ótimo nível, elabora com rara felicidade.

A ideia de se ver fora da vida de uma pessoa pode ser bastante dolorosa e é algo que a atuação de Isabelle Carré consegue dimensionar com beleza e tristeza. “O Filho Uruguaio” cativa justamente por ser universal e também se comunicar com contundência valendo-se dos estilos dos cinemas europeu e latino americano.


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