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Quadrinistas renomados expõe seu trabalho e se conectam com fãs no meio da CCXP. Movimento no local aumenta a cada edição

A área mais tradicional de qualquer Comic-Con é o Artist’s Alley , espaço onde artistas, sejam eles já reconhecidos ou independentes, se reúnem para expor e compartilhar seu trabalho com o público. Nesta edição da CCXP o setor está em destaque: as 176 mesas participantes de ilustradores, quadrinistas e outros profissionais estão logo em frente à um dos portões de entrada do pavilhão e com portais que destacam sua localização. No mapa é possível ver que seu tamanho se equipara do Auditório Cinemark, espaço que recebe as principais atrações da feira.

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Mary Cagnin e Mylle Silva participam do Artist's Alley e recebem fãs na CCXP
Verônica Maluf/iG São Paulo
Mary Cagnin e Mylle Silva participam do Artist's Alley e recebem fãs na CCXP

Dando mais atenção para esse nicho, a organização do evento melhorou a estrutura que oferece para os artistas se alojarem com seus trabalhos. Os fundadores da Limetown Studios, Amanda Duarte e Gustavo Lima, estão na CCXP pela segunda vez e notaram que nessa edição o cuidado com o espaço foi maior. “Esse ano o Artist’s Alley está mais organizado, as mesas estão mais espaçadas, então estamos curtindo muito”, explicam. Os dois admitiram que ficaram surpresos na última edição com a experiência positiva e por isso decidiram repetir a dose. “Ficamos na dúvida porque é uma trabalheira, mas a gente achou que precisávamos vir de novo”, contam.

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Mesmo competindo com estandes de grandes empresas, como a Netflix e a HBO que estão uma de cada lado da área reservada para os artistas, o Artist’s Alley tem atraído um grande público: na tarde desta sexta-feira (8), dia com menos movimento que os seguintes, havia fila em diversas mesas de pessoas que estavam aguardando para comprar os trabalhos e pegar autógrafos dos expositores. Veterana da casa que expõe desde 2014, a roteirista Mylle Silva explica que os dois primeiros dias são para “esquentar os motores”, mas que dessa vez o público já “chegou chegando”.

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Gustavo da Limetown até brinca com o aumento da procura pelo espaço. “De movimento ontem foi o dobro do ano passado para a gente, e ano passado já foi bem intenso, a gente está até com medo de amanhã”. A ilustradora Mary Cagnin que também volta pela segunda vez para a CCXP reforça e diz que a venda dos trabalhos está melhor do que do último ano.

Espaço de trocas

O ponto comum entre todos os participantes do Artist’s Alley é o espaço e a energia que podem trocar diretamente com o público. Vindos diretamente de Pernambuco para São Paulo para expor no evento, Júnior Ramos e Natália Lima, artistas do Sapo Lendário, comentam que a Comic-Con acabou se tornando um ponto de encontro para os profissionais do segmento. “De estar aqui você nota que o Brasil tem muita gente boa e o evento está fazendo com que essas pessoas saiam de suas casas e poder se conhecerem”, explica Júnior.

Mylle disse que foi a partir da sua participação na feira que começou a investir no ramo de quadrinhos e, por isso, para ela estar no Artist’s Alley é uma experiência singular e poder estar lado a lado com outras dezenas de pessoas na mesma vibração é um de seus pontos preferidos de estar aqui. “Família é uma palavra muito forte, mas existe uma sinergia de você encontrar outras pessoas que estejam fazendo a mesma coisa que você”.

Além disso, como todos denotam, poder ficar frente a frente com seus fãs é uma sensação indescritível proporcionada pelo espaço dentro da CCXP . “[Participar] ajuda a desmistificar a pessoa que está lá trabalhando atrás do computador [...] aqui nós conseguimos conhecer essas pessoas ao vivo, sinto que gostam muito disso e eu também acho muito gratificante estar aqui e ter esse contato”.

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