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Rafinha Bastos e o diretor Filippo Capuzzi Lapietra falam sobre a produção de "Internet – O Filme" e a profusão de youtubers nas mídias tradicionais

Depois de fazer sucesso na internet e no cinema, Rafinha Bastos volta às telonas para fazer um filme sobre a... internet! Ele é um dos protagonistas de " Internet – O Filme ", longa que estreou no Brasil nessa quinta-feira (23).

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Rafinha Bastos e Filippo Capuzzi Lapietra falam sobre
Divulgação
Rafinha Bastos e Filippo Capuzzi Lapietra falam sobre "Internet – O Filme"

Desta vez, o humorista serviu mais como um auxiliar da produção e do diretor  Filippo Capuzzi Lapietra do que como ator. "Eu ajudei a coordenar a galera. Toda vez que eu ia pra frente da câmera era um relax", disse Rafinha Bastos em entevista ao iG . Ele é um dos 25 youtubers que protagonizam o filme. "Cada diária em que eu tinha que atuar era um alívio não só para mim, mas para todo mundo no set", contou.

Com o auxílio de Rafinha, Lapietra teve a missão de coordenar personalidades da mídia que não estão acostumadas a seguir um roteiro que não é feito por eles próprios. "A gente passava os textos com eles e eles tinham uma facilidade muito grande para entender tudo. O filme traz uma linguagem que eles já estão acostumados", explicou o diretor. "Eles passaram por uma preparação mais física, com exercícios de respiração", continuou.

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Em "Internet – O Filme", youtubers como Felipe Castanhari, Pathy dos Reis, Cauê Moura e Gusta protagonizam esquetes, mas não interpretam a si mesmos. De acordo com os produtores, a escolha do elenco foi condicionada pelas histórias. "Basicamente as histórias iam sendo criadas e a gente pensava quem se encaixava melhor", explicou Rafinha, que também escolheu youtubers com quem já trabalhou.

Para ele, a exposição desses criadores de conteúdo no universo do cinema é muito benéfica. "Se o filme der certo, daqui a pouco eles estão fazendo filmes próprios", disse. "Todo mundo sai ganhando. Se o filme vingar, vai girar a indústria, os youtubers vão ter destaque", corroborou o cineasta Filippo Capuzzi Lapietra.

Rejeição

Se, por um lado, os youtubers têm uma legião de fãs e estão dominando vários mercados, por outro, eles ainda sofrem rejeição. "Eles têm rejeição como tudo que faz muito sucesso", disse Rafinha. "Da mesma maneira que botava matéria do Rafinha na imprensa e você ia olhar os comentários e tinha um monte de gente falando mal. Como foi com o funk, com o sertanejo universitário", comparou. Entretanto, ele destaca o que os youtubers conquistaram. "As pessoas têm que entender o mérito dessa galera, que conquistou o público sem ajuda de ninguém", disse.

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Mesmo com a rejeição, Rafinha Bastos acredita que o movimento criado pelos youtubers não pode mais ser parado. "Eles não dependem de ninguém. Eles são donos do próprio nariz", disse. "Pode rejeitar, não tem problema, o YouTube vai continuar ali com uma aba dizendo 'poste seu vídeo', e eles fazem. Você não tem como acabar com esse movimento", continou o humorista. "Eles não são apenas as novas celebridades, eles são a nova maneira de consumir conteúdo."

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