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Psicóloga e autora escreve sobre o significado do 20 de novembro, dia em que se comemora o Dia da Consciência Negra

Essa semana o texto da coluna Quarta Capa não será meu. Nesse Dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra no Brasil, dedico o espaço que o portal iG abre para a literatura para que a psicóloga e autora Lívia Marques faça uma reflexão sobre o que essa data representa para os negros. 

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A psicologia e a essência da negritude arrow-options
Divulgação
A psicologia e a essência da negritude


Lívia escreveu com a também psicóloga Ellen Moraes Senra, o livro: “A psicologia e a essência da negritude” (Conquista Editora). 

 Não nos dê parabéns

 *Psicóloga Livia Marques

No mínimo podem acreditar que eu sou uma ingrata. Aliás, parabéns é considerado algo tão bom. Vão dizer:"é uma conquista de vocês!".  Ledo engano ou reprodução de discurso RACISTA. 

O 20 de novembro é um dia de reflexão, de acolhimento e de aquilombamento. É um dia para que possamos refletir sobre quais têm sido nossas ações por uma sociedade antirracista. Por uma sociedade onde os negros não são alvejados, invisibilizados e invalidados em sua construção como sujeito e indivíduo. Nesta data, normalmente acontecem diversos eventos para que possamos debater, conversar e construir possibilidades para nós, negros.

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Não é dia de explicarmos o que é racismo, até porque isso já está mais que compreendido. Mas sempre vale buscar entender o que vem a ser letramento racial e refletir se você está realizando e tendo atitudes antirracistas. Lembre-se de que o racismo é consequência da escravidão. E a importância do dia 20 é trazer à lembrança a memória da escravidão e da história do Brasil.

É dia de lembrarmos a nossa origem (aquela que sabemos), de entendermos que podemos nos unir para falarmos sobre amor e afeto. Não sobre a famigerada necropolitica, que tanto tem nos assolado. Não é dia para explicar para os não negros o que eles nos causam. Mas sim de nós reconstruímos e de nos fortalecer.

Temos os piores índices em relação à saúde, educação. Somos parados pela polícia e discriminados em estabelecimentos. O racismo pode provocar a baixa autoestima, física, corporal e intelectual, além do sentimento de não pertencimento. Como superar essa herança? Combatendo a desigualdade social e com a educação, pois ela faz a diferença e é a chave de tudo.

O racismo precisa ser questionado por aqueles que o praticam e não por nós. A nós fica o processo de empoderamento e validação. É dia de reflexão e no ano mais um dia de luta para nós.

Para pautas e sugestões: colunaquartacapa@gmail.com