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Colunista era conhecida como a "sombra do Leo Dias" e hoje ocupa o lugar do jornalista em O Dia. Em entrevista, ela fala sobre o "boom" em sua carreira

Sobram razões para gostar do trabalho de Fabia Oliveira  , que vem se consolidando como um dos nomes fortes do jornalismo que cobre a vida das celebridades. Ex-assistente de Leo Dias por um longo período, ela carimbou a lacuna que faltava na carreira e hoje comemora uma trajetória de conquistas e boas histórias.

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Fábia Oliveira arrow-options
Daniel Castelo Branco/O Dia
Fábia Oliveira

Simpática, divertida, animada e sensível, está à frente de uma coluna diária no jornal O Dia  . Mais do que isso: fazendo barulho dos bons! No mês passado, por exemplo, Fabia atingiu a impressionante marca de 14 milhões de visualizações. Ao repercutir o feito, deixou aflorar o seu lado 'moleca'. "Ah, não poderia deixar de agradecer a classe artística por me proporcionar tanto conteúdo de qualidade para divulgar", comentou, aos risos.

Boa da papo, a mãe coruja da Luiza Helena, que também assina uma coluna no iG Gente  , se mostrou muito consciente quando questionada sobre o limite da fofoca. "Não falo de crianças ou de celebridades doentes sem o consentimento delas." Vem que está demais!

1. Você é uma grata surpresa do jornalismo de celebridades. É só acessar a web ou ligar a rádio e a TV para ver uma nota sua sendo propagada por aí! Acha que isso tem mais a ver com talento ou não existe uma explicação para o que está acontecendo?

Não acho que seja só talento. Eu estudei para isso e tenho uma boa equipe. Não faço absolutamente nada sozinha. Tenho bons amigos, que alguns chamam de fontes.

2. O que você achou dessa revolução em sua vida: de assistente de Leo Dias a colunista de O Dia e iG Gente ?

Não era uma coisa esperada. Nunca me incomodei em ser o braço direito do Leo, ou como algumas pessoas diziam, "a sombra do Leo Dias". Aconteceu de forma natural quando ele decidiu sair do jornal e ir para o UOL  .

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3. Tem medo de o sucesso subir à cabeça? Dizem que pra você ver quem é mesmo a pessoa ela tem que ter poder...

Sei bem de onde vim. Continuo a mesma: ando de ônibus, moro em Niterói, no Rio, e almoço de marmita em cima do teclado do computador. A fama não faz minha cabeça, não (risos).

4. Adoro as suas tiradas nas redes sociais, mas a pergunta que não quer calar: você é tão engraçada e divertida na vida real?

Eita, que aí você tem que perguntar para os meus amigos (risos). Mas procuro levar a vida de forma leve. Isso não quer dizer que nunca fique irritada ou de mau humor. Sou como qualquer pessoa. Só que tenho uma dose de Poliana...

5. Vale qualquer sacrifício por um furo de reportagem? Ou melhor dizendo: há limite para a fofoca?

Tem que ter limite, inclusive para o sacrifício. Não falo, por exemplo, de crianças ou de celebridades doentes sem o consentimento delas.

6. Teve alguma notícia publicada em sua coluna que causou mal-estar com alguém?

Ah, de vez em quando isso acontece. Esses dias teve a treta com a Anitta, que veio desmentir a estafa e depois foi nas redes sociais dizer que foi o irmão dela quem disse. Faz parte.

7. Você se arrepende de ter sacrificado algo em sua vida pessoal em nome da carreira?

Hoje não sacrifico nada. Administro bem o meu tempo. Lembro de ter terminado com um namorado logo no começo da carreira porque ele achava que ficava muitas horas no jornal. Tenho zero arrependimento disso! Na verdade, acho até que me livrei (risos).

8. Como surgiu a ideia de utilizar o Instagram para a divulgação de seu trabalho e quando percebeu que estava dando certo?

A Mariana (Morais, minha assistente) começou a dizer que meu Instagram estava parado. De fato, sempre fui muito mais de Facebook. Aí, ela sugeriu que começasse a postar algumas notas da coluna lá e foi dando certo. Hoje, meu Instagram é só pra isso.

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9. De onde vem tanta serenidade na hora de responder haters e fãs, muitas vezes, descontrolados?

A gente tem que ter empatia e se colocar no lugar do outro. Existem os fãs normais das celebridades e existem os lobotomizados. Todos merecem respeito, mas já aprendi a separar e ver com quem posso manter um diálogo saudável ou não. E eu, que não bloqueava ninguém, bloqueei uma seguidora. Não sou tãããão paciente assim, viu?

10. É difícil, entre tanta informação, separar e analisar o que interessa ao leitor brasileiro? Sim, porque conheço gente de fora que está sempre de olho na sua coluna...

Nossa, que bacana! Bom saber! A única pessoa que conheço que mora lá fora e clica na minha coluna é um amigo do meu primo. Assim mesmo ele clica porque meu primo pede... (risos). A gente recebe muita informação todos os dias (e graças a Deus por isso). Priorizamos quem está no ar. Mas gosto mesmo das boas histórias: traições, separações e barracos são os meus preferidos.

11. As pessoas têm a expectativa de que você seja "colunista" o tempo inteiro e com fofocas exclusivas na ponta da língua?

Tenho percebido isso e até acho bom. É um desafio pra mim. As principais notas da minha coluna sempre são exclusivas. Claro que não dá para ignorar algo relevante que o público esteja comentando. Então, eu dou também, mas sempre com o devido crédito de quem deu o furo.

12. Tem algum sonho ou desejo que gostaria de realizar?

Meu sonho é que a minha filha seja uma mulher feliz e realizada no futuro.

13. Nas férias, consegue desligar ou consome a mesma quantidade de informação?

Férias? Parodiando Zeca Pagodinho... "Nunca vi, nem comi, só ouço falar..." (risos). Brincadeira! Nesses oito anos de coluna, nunca desapeguei. Inclusive, o furo que o Dony substituiria o Evaristo na bancada do "Jornal Hoje" foi meu! De férias... (risos).

14. Você acha que as universidades brasileiras estão preparando bem os novos jornalistas para o mercado de trabalho?

Acho que as faculdades preparam. Tenho contato com excelentes estagiários na redação de O Dia  . A teoria é importantíssima, mas é na prática que a gente vê quem vai conseguir permanecer no mercado.

15. Por fim, como se sente conquistando o seu espaço e chegando à TV? Você tinha ambição de ser famosa?

Mas não cheguei à TV ainda. Fiz duas participações e tremia mais do que vara verde. Aliás, parecia que ia infartar ao vivo de tanto que a minha bochecha tremia (risos). Não tenho intenção de ser famosa. Sou jornalista.