Drag queen brasileira, Fontana, é vítima de xenofobia em reality show da Suécia
Reprodução/World Of Wonder
Drag queen brasileira, Fontana, é vítima de xenofobia em reality show da Suécia



RuPaul's Drag Race pode ser visto como um entretenimento, no entanto, também pode revelar preconceitos alinhados às questões de identidade e expressão de gênero. A drag queen Fontana usou as redes sociais para desabafar sobre os ataques xenofóbicos que sofreu após ser confirmada na versão sueca do reality show.


Sem citar os responsáveis, ou os tipos de mensagens que vem recebendo, a artista de 29 anos disse que os ataques são frequentes e apontou o crescimento da extrema-direita no país liderado pelo partido SD (Sverigedemokraterna), considerado a segunda maior força política da Suécia após o desempenho nas eleições de 2022.

"A Suécia tem raízes xenofóbicas profundas, nas eleições o partido nazista cresceu absurdamente. Ser imigrante latinx LGBTQ drag queen me coloca em camadas de preconceito. Um sentimento de solidão de não pertencer a lugar nenhum, já que sofria muito no Brasil. Obrigada por tudo", publicou no Twitter agradecendo o apoio de brasileiros que se solidarizaram com o caso.


Natural de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, este não é o primeiro programa em que a drag participa. Em 2018, ela mostrou seu lado cantora na versão também sueca do Got Talent, chegando até a fase das semifinais.

No novo reality show, Fontana disputa a coroa com outras oito drag queens.

* Com a colaboração de Lívia Carvalho

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