Fernando Fernandes estreou à frente do No Limite 6, na Globo
Divulgação/Globo
Fernando Fernandes estreou à frente do No Limite 6, na Globo


O fiasco provocado pela apatia e falta de energia de Andre Marques no ano passado quase colocou a continuidade de No Limite em risco. Mas J.B. de Oliveira, o Boninho, conseguiu corrigir dois erros da temporada anterior: escalou um elenco muito mais envolvido com o jogo e um apresentador à altura da dinâmica. Fernando Fernandes entregou em apenas um episódio tudo o que seu antecessor não conseguiu.


A escolha do paratleta, revelado na segunda temporada do Big Brother Brasil, pegou a todos de surpresa. Desde que sofreu o acidente de carro que o deixou paraplégico, Fernandes se tornou atleta da canoagem e conquistou títulos mundiais pelo esporte. Sua vivência no esporte o ajudou a dosar os momentos de incentivo e de advertência nos 24 participantes desta edição.

Confortável em sua posição, Fernando agiu com naturalidade em todos os momentos. Deu as orientações das provas de maneira didática, compreensível e em perfeita dicção, forneceu suporte aos participantes, foi duro e enfático nos momentos em que percebeu alguns violando regras das provas, cobrou posicionamento dos grupos e também soube dosar com momentos de acolhimento, quando percebeu algumas fragilidades serem expostas.


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A decisão em colocar Fernando sobre um quadriciclo motorizado foi excelente. Por ser cadeirante, o veículo coube perfeitamento dentro do cenário praiano do Ceará, permitindo sua locomoção sem entraves. Os figurinos também foram muito bem escolhidos.

Para não dizer que foi perfeito, cabe aqui apenas um ponto de incômodo: Fernando estava com o texto devidamente decorado, mas em alguns momentos parecia apresentar um jogral. Seja por insegurança de errar na TV aberta ou por nervosismo de estreia, este detalhe é algo que o tempo e a experiência na função se encarregarão de corrigir.

O elenco também mostrou muito potencial. No ano passado, vimos ex-BBBs desanimados e mais preocupados em prolongar os 15 minutos de fama do que verdadeiramente lutar pelo prêmio e viver aquela experiência. Paula Amorim, a campeã, foi uma das poucas que se entregaram verdadeiramente ao programa.

Agora, uma crítica de algo que detestei: pela primeira vez, os participantes não carregam amuletos dos grupos que representam no jogo. Um dos maiores pontos de clímax de todos os episódios era no momento da eliminação, quando o apresentador recolhia o colar e destruía o acessório com uma marretada. Exibir o fogo de uma tocha sendo apagado com um latão ficou sem emoção e feio no vídeo.


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