Leo Santana fala sobre ficar sem Carnaval
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Leo Santana fala sobre ficar sem Carnaval

A coluna adora Léo Santana . Simpático, bonitão e cheiroso, ele não faz o tipo 'não falo sobre a minha vida pessoal' e tampouco escolhe o que e quando vai responder. Nessa época do ano, Carnaval, o Gigante estaria fazendo no mínimo 15 show em oito dias de folia (porque em Salvador é assim: mais de uma semana de festa) fora os eventos pré e pós a festa do Rei Momo, mas em um ano atípico restou fazer uma live e só. O cantor assume que anda fazendo malabarismo para manter a equipe depois de tanto tempo sem shows. Diz que também se casa esse ano e que tem medo de faltar para família. Com vocês, Léo Santana.

A primeira pergunta é: como foram esses meses de isolamento social por conta da pandemia para um artista que vinha em um ritmo acelerado com muitos sucessos e com uma agenda praticamente lotada. Foi um baque?
Sim sim, com certeza um baque para todos do entretenimento em geral, não só para mim, artista que fazia uma media de 15 a 20 shows no mês, mas para todo o setor em geral. São muitas famílias envolvidas em um evento, em um show, em uma banda... Existe toda uma estrutura por trás de pessoas que vivem disso, desse 'trade'... Está sendo ainda um baque muito grande.

Em outra entrevista, você disse que acompanhava de perto tudo o que envolvia a sua carreira e a sua banda. Como foi lidar com um ano sem receitas e manter toda a sua estrutura?
Muito difícil, mas necessário. O trabalho não pode parar. Tivemos que nos readequar a essa realidade e voltar o nosso trabalho muito para o digital, pois eu sempre fui um artista de show. O digital sempre andou comigo em paralelo, mas meu forte é show, manter equipe, estrutura, ter que gravar clipes, músicas... Investir em geral sem receita não é fácil, mas é necessário. Estamos fazendo malabarismo. Acho que isso define bem.

O verão é um período em que Léo Santana está no planeta. Como é isso na sua cabeça neste ano que não acontece nada?
Bem complicado, viu? No verão, a quantidade de eventos aumenta e os meus shows também. Sempre tive verões. Em ritmos frenéticos de novembro a fevereiro não parava em casa praticamente, e esse ano sem dúvida vai ficar para a história. Estou ainda digerindo tudo isso e bem triste esse verão atípico.

E o Carnaval 2021 sem folia?
Uma dor imensurável! Desde que comecei a cantar profissionalmente sempre tive carnavais intensos. No ano passado fiz 17 shows em 8 dias no Carnaval e ainda fiz Ressaca e show no desfile das campeãs do Rio. Esse ano, sem essa festa tão amada e esperada por todos, é de doer o coração.

Hoje é domingo de Carnaval... bate uma nostalgia?
Confesso que estou preferindo não pensar, ontem teve a minha live com o Harmonia e o Parangolé a live do Encontro e foi lindo. Estou ainda curtindo os momentos bons de ontem para não lembrar que estamos no meio do Carnaval.

Qual foi o Carnaval mais marcante da sua vida e por que?
Todos os carnavais que já vivi me marcaram de alguma maneira especial. Cada um tem a sua peculiaridade, mas acho que foi o meu primeiro Carnaval em carreira solo, em 2015. Eu saí em carreira solo em 2014, logo após o Carnaval, e sem duvida nesse eu tinha em mim uma responsabilidade ainda maior, mas graças a Deus, foi lindo! Deu tudo certo!

Acha que foi certo suspender a folia este ano?
Acho que os responsáveis pela decisão sabem o que estão fazendo. Não cabe a nós achar nada.

O que você vai fazer esse ano durante a festa mais popular do Brasil?
Fiz ontem a 'Live do Encontro', que vocês devem ter assistido, e foi uma delícia cantar por cinco horas com amigos queridos nesse evento que temos que é o 'Encontro' e que roda o Brasil inteiro. Vou ficar em casa com a família. Talvez fazer um 'churras' com alguns amigos.

Como o Gigante se vê daqui a dez anos artisticamente. Ainda teremos o 'rebolation' ou pensa em cantar ou estilo?
O rebolado teremos sempre (risos). Amo dançar! A dança faz parte da minha vida e sempre fará, mas me vejo mais maduro artisticamente, trabalhando muito com certeza, cantando pelo mundo a fora e com filhos... Quem sabe? (risos).

Você viu?

Nunca pensou em se arriscar em pop ou rap, que são estilos que você gosta?
Pop, sim. Gravei com Luísa Sonza 'Século 21', que de certa forma não deixa de ser uma música pop. Rap ainda não gravei, mas quem sabe pode rolar? Gosto muito de Trap Music também... Quem sabe um dia role uma parceria com algum artista nesse gênero?

Ano passado, de cada dez cantores, oito te chamaram para um feat. O que te faz dizer sim ou não para uma parceria?
Nossa (gargalhadas)! Nem foi assim a conta não (mais risos)! Mas fazer uma parceria musical envolve muitas coisas: a música tem que ter a cara dos dois artistas, a admiração pelo trabalho um do outro, e especialmente autorização dos escritório e da gravadora.

Vamos bater na madeira três vezes... O casamento sai? Quando vai ser? Vai participar da preparação ou vai deixar tudo nas mãos da Lorena?
Vai sair sim, com certeza, se Deus quiser (risos). Ainda não temos uma data definida, mas assim que tiver definido como será todos vocês são saber (risos). Eu, sem dúvida, vou participar um pouco de tudo. Vamos fazer as coisas juntos como tudo o que fazemos.

Você dá abertura para os jornalistas de forma respeitosa e por isso, nós profissionais procuramos saber sobre o seu noivado. Mas, vamos lá: te incomoda falar sobre isso? Já se sentiu pressionado?
Não é que me incomode falar sobre isso, mas alguns jornalistas e veículos só querem falar sobre isso, e isso sim me incomoda... Eu sou um artista, canto, tenho um trabalho bacana, sou um homem que tenho família, amigos, hobbies, gostos, faço muitas coisas diferentes no âmbito pessoal e profissional, então não tenho só o meu relacionamento na minha vida, e isso as vezes alguns jornalistas e veículos não veem, só focam no relacionamento. Eu estou sempre disponível para falar, mas vamos falar sobre tudo sempre!

Você é um cantor que se envolve em questões sociais, ajuda a sua comunidade. Mas, como você vê a 'cobrança', 'cancelamento', 'defesa de causa' e outros temas que a sociedade anda cobrando dos famosos e principalmente dos artistas negros?
Não me sinto pressionado. Acredito que cada cidadão deve se posicionar quando achar que deve e tem vontade, não quando é pressionado.

O que ainda te falta?
Graças a Deus não me falta nada.

Um sonho que ainda pretende realizar?
Cantar com algum artista que sou fã como Usher, Neyo e tantos outros.

O que não faria por dinheiro nenhum nesse mundo?
Tantas coisas… Mas jamais cometeria injustiça.

Léo Santana tem medo ...
...De faltar para a minha família.

Que lição você aprendeu depois de tudo isso aconteceu no mundo?
Que Deus sabe de todas as coisas, que tudo acontece conforme a vontade de Deus, independente de todos os planos que temos.

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