
O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) revogou a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi Dos Santos Nepomuceno. A decisão, referente a um processo que ele responde por tentativa de homicídio, foi assinada nesta sexta-feira (31) pela juíza Tula Corrêa de Mello.
De acordo com o advogado de defesa do artista, Thiago Lemos, a revogação da decisão também beneficiou os outros réus do processo, que tiveram a prisão preventiva substituída por medidas cautelares. As informações são da CNN.
Mãe de Oruam confirma revogação
Márcia Gama, mãe do rapper, usou as redes sociais para confirmar a revogação da prisão preventiva. Em uma postagem publicada no Instagram, ela incluiu uma foto do documento e, em um longo texto, agradeceu a Deus pela revogação, bem como por todo o apoio recebido durante o processo.
"Eu já falei aqui que existe um tempo de esperar. Que a guerra ainda não terminou. Ainda existem batalhas pela frente. Ontem, o meu filho Mauro venceu uma delas. Sou imensamente grata a Deus por essa vitória. Mas precisamos continuar lutando com a maior arma que temos: Deus", escreveu.
Apesar da decisão favorável, Oruam segue foragido, pois ainda há um mandado de prisão preventiva em vigor contra ele. A ordem foi expedida no âmbito de uma investigação por envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro.
Neste mesmo processo, a mãe do artista, Márcia, também teve o pedido de prisão decretado. No entanto, recebeu um habeas corpus e responde ao processo em liberdade. Segundo a defesa do artista, o pedido de habeas corpus para suspender a segunda ordem de prisão será julgado no próximo dia 12.
O iG entrou em contato com o TJ-RJ para confirmar a decisão mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Aguardamos a confirmação da informação.
Relembre o caso
Oruam, se tornou réu por tentativa de homicídio qualificado em julho de 2025. A denúncia foi movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e aceita pela juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal.
Além do rapper, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira também virou réu pelo mesmo motivo. Na ocasião, ele chegou a ficar detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, conhecido como Bangu 3.
Anteriormente, Oruam já havia sido indiciado por outros sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal.
De acordo com a acusação, após a apreensão de um menor na casa do rapper, os dois acusados, junto a outros indivíduos, teriam atirado pedras contra os policiais. Um dos agentes precisou se proteger atrás da viatura, enquanto outro foi atingido na região das costas.
Na época, a defesa do rapper negou que ele tenha atentado contra a vida dos policiais. “Mauro não atentou contra a vida de ninguém, e isso será devidamente esclarecido nos autos do processo que trata dos fatos”, afirmou.
Oruam está foragido desde fevereiro de 2026, quando a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinou sua prisão.





