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Ao iG Gente, estudiosos de monarquias analisaram se a Duquesa de Cambridge está pronta para o posto de Rainha consorte do Reino Unido

“Carismática, consciente e do lar”, apesar de possuir conotação pejorativa no Brasil, a expressão, mesmo que alterada, é uma ótima definição para Kate Middleton, Duquesa de Cambridge e esposa do Príncipe William. 

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Reprodução / Instagram
Kate Middleton

No auge de seus 37 anos, Kate Middleton já cumpriu seu maior dever como membro da realeza: Gerar herdeiros ao seu marido, que é o segundo na linha de sucessão. 

Leia também: Charles abdicará do trono e Príncipe William se tornará Rei mais cedo?

Sabendo que, mais cedo ou mais tarde, a Duquesa de Cambridge ascenderá à posição de Rainha consorte do Reino Unido, o iG Gente conversou com estudiosos em monarquias para questionar: Kate está pronta para ser Rainha, ou ainda há muito para se caminhar? 

Para Astrid Beatriz Bodstein, historiadora e fundadora do perfil @RoyaltyAndProtocol, que têm mais de 34 mil seguidores no Instagram, a nobre está mais do que preparada. 

“Tem oito, indo para nove anos, que ela está na Família Real , o que ela tinha para aprender já aprendeu, acho que ela está pronta para exercer o papel de Rainha consorte”. 

Corroborando Astrid, Marco Antonio Garcia Feliciano, também estudioso da realeza, acredita que Kate, mesmo sendo plebeia, adaptou-se bem ao seu papel como nobre.

“Pelo pouco tempo que ela está na Família Real, e por ter vindo de um background diferente, acho que ela se adaptou muitíssimo bem à corte, ao protocolo. Além disso, ela é discreta à medida que deve ser o membro da realeza”, declarou ele. 

O carisma de Kate, risco ou arma?

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Reprodução / Instagram
Diana e Kate Middleton

Como monarcas, os membros de dinastias têm algumas limitações, como não poder emitir opiniões políticas, ter de seguir tradições, protocolos e saber dosar a proximidade com os súditos. Há duas décadas, os Windsor's tiveram de lidar com a imparável Princesa Diana. Audaciosa, próxima e extremamente carismática, à época, a loira mostrou-se um verdadeiro risco para monarquia britânica.

Atualmente, de maneira diferente, Kate demonstra as mesmas características. Indagados se isso se tornaria um fator negativo quando ela ascendesse ao trono, os estudiosos mantém a mesma linha de pensamento. 

“Não mais, justamente graças a Diana”, inicia Marco, que completa: “Ela foi um divisor de águas, foi a primeira que visitou um lar de leprosos, a primeira a visitar uma clínica onde tinham pacientes aidéticos. Depois da morte dela, eles [realeza] abriram os olhos e viram que a popularidade de Diana foi despertada justamente por essa proximidade com o povo. Então o fato da Kate seguir os passos dela só têm a trazer pontos positivos a ela”.

Em acréscimo à visão de Marco, Astrid disserta: “É melhor ter alguém com essas características do que o contrário, como podemos ver na Espanha, a Rainha da Espanha não é carismática, não é comunicativa e, por isso, sofre uma hostilidade interna muito grande. É melhor ter essas características, mas claro na dosagem certa”. 

Um fantasma no matrimônio Real?

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Reprodução / Instagram
Rose Hanbury, William e Kate

Há alguns meses, um rumor de que o Príncipe William teria traído Kate com Rose Hanbury , a Marquesa de Cholmondeley, ganharam os tablóides. Questionados se este caso, mesmo que não tenha sido provado, pode vir a ser um fantasma na ascensão do casal ao trono, os estudiosos mantém a sinergia, acreditando que o episódio é uma inverdade da imprensa.

“Como não foi comprovado, vai acabar caindo em esquecimento”, disserta Marco, que aproveita para contextualizar que dificilmente William trairia sua esposa. “Ele viu o sofrimento da mãe, ele acompanhou o desgaste que o casamento do pai teve, além disso, ele estaria colocando em jogo o futuro dele na família, assim como Charles jogou”.

Também em defesa de William, Astrid comenta: “Mesmo que tenha acontecido [o caso com Rose Hanbury], não me parece uma coisa que vá ter uma repercussão maior, a não ser que daqui há algum tempo apareça um filho bastardo, mas não acredito que seja uma possibilidade real”. 

Kate Middleton, a nova Rainha do Povo?

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Reprodução / Instagram
Kate Middleton

Ao assumir o título de Rainha consorte do Reino Unido, segundo os estudiosos, o papel da Duquesa não mudaria muito. Ela passaria a acompanhar o marido em eventos de representatividade e “amadrinharia” mais causas sociais. 

Todavia, questionados se Kate está preparada para assumir este posto, os estudiosos não pestanejam. “Ela é a melhor opção atualmente, para o renovar da monarquia, para conseguir novos adeptos , para realmente se ter uma lufada de ar novo”, inicia Astrid.

“De um lado você tem um casal com filhos pequenos, isso atrai popularidade, o bem querer do povo. Do outro você tem um casal septuagenário [Charles e Camilla], com história de adultério e cheio de polêmicas… a comparação é até cruel”, completa a historiadora e fundadora do perfil @RoyaltyAndProtocol, que é seguido por diversos monarcas da Europa.

“Ela é plenamente aceita na realeza, já usou tiaras da Rainha Elizabeth II, joias da Diana... têm muita consciência do que ela deve ou não fazer e do que é certo para ela”, corroborou Marco. 

Com William sendo o segundo na linha de sucessão, Kate Middleton assumirá o título de Rainha , mais cedo ou mais tarde. Com aceitação do público e da crítica, apesar de não ter nenhum poder constitucional, as expectativas perante a monarca e sua ascensão são grandes. No entanto, tudo pode mudar, quanto isso, basta esperar a história acontecer para ser escrita.